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Filha do rei da Espanha é acusada em escândalo que envolve marido

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 3 de abril (Folhapress) - A Justiça espanhola acusou hoje a infanta Cristina, 47, filha mais nova do rei Juan Carlos, da Espanha, por tráfico de influência em uma investigação sobre desvio de dinheiro público envolvendo o seu marido, Iñaki Urdangarin. Cristina vai depor no dia 27 no tribunal de Palma de Mallorca, responsável pelo caso. Segundo o juiz José Castro, existem indícios de que Cristina tinha conhecimento das atividades ilegais do marido. O Palácio Real da Espanha disse que não fará nenhum comentário sobre as decisões judiciais. Urdangarin e seu ex-sócio Diego Torres são suspeitos do desvio de 6 milhões de euros (R$ 15,6 bilhões) de euros de verbas públicas através do Instituto Nóos, uma entidade de mecenato presidida pelo marido da princesa entre 2004 e 2006. Em sua último depoimento, o genro de Juan Carlos tentou afastar a infanta e a Casa Real do caso e assegurou que nunca aprovou os negócios realizados pela entidade. A acusação de hoje contra Cristina foi feita após a defesa de Torres ter apresentado vários e-mails supostamente trocados com a infanta e outras pessoas do entorno da família real. O indiciamento é o capítulo mais grave do escândalo que explodiu no fim de 2011 e representou um duro golpe na popularidade da monarquia espanhola e do rei Juan Carlos, 75. Urdangarin foi afastado das atividades oficiais da família real após a acusação. Ex-jogador de handebol, ele se casou com a filha mais nova do monarca em 1997, com que tem quatro filhos.  

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