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Show dançante do Hot Chip diverte plateia no Lolla

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 31 de março (Folhapress) - Em sua terceira vinda ao Brasil, onde tem bom público cativo, a banda britânica Hot Chip apresentou por pouco mais de uma hora um repertório que pôs para dançar a plateia do palco Alternativo do festival Lollapalooza Brasil. Hits para isso não faltaram. Músicas como "Over and Over", "How Do You Do?", "One Life Stand" e "Flutes" fizeram um bom apanhado da carreira do grupo --um exemplo de banda que venceu o "hype" e consolidou uma carreira respeitável. Um detalhe fundamental no show foi a boa qualidade das execuções das canções. Eles estão tocando melhor --a presença de uma boa baterista tornou ainda mais pulsante a música do grupo que é sobretudo eletrônica. Se houve faltas, deveu-se mais a total ausência de carisma de Alexis Taylor, líder e força criativa da banda. É como se ele, de visual (e ao que parece personalidade também) nerd, não acompanhasse o convite que a banda faz à pista de dança. Os companheiros de palco trataram de fazê-lo. Do repertório, uma ausência injustificada: "Motion Sickness", música de abertura de "In Our Heads", disco lançado no ano passado (um dos melhores do ano), possivelmente uma das melhores dos últimos anos da cena pop. Planet Hemp A organização do Lollapalooza pode ter feito seu cerco contra as drogas durante o festival, mas no show do Planet Hemp fez a famosa "vista grossa". As muitas rodinhas firam estimuladas pelo "bonde do maconheiro", convocado por Marcelo D2. Celebrando os 20 anos da formação da banda --célebre por suas letras a favor da legalização da maconha--, o show do Planet encerrou a turnê de reencontro do grupo, que não se apresentava em São Paulo desde 2003. O show da banda --que encerrou os shows no palco Butantã-- teve apresentação no telão feita pelo humorista Gil Brother, com imagens de diversas marchas pela maconha no país. Com direito a "instruções" para curtir o show no telão: "Passa a bola não enrola. Passa a goma. Fazendo sua cabeça. Em casa de fumaça, mascaras cairão". Com uma apresentação dividida em atos --separados de acordo com a discografia da banda--, o show levantou a plateia em sua primeira metade. Na segunda, boa parte do público seguiu para o palco Cidade Jardim para ver o Pearl Jam. Um dos pontos negativos do festival: shows muito colados uns nos outros, sem dar tempo de a plateia ver uma apresentação por inteiro. O repertório do Planet Hemp não deixou de fora os maiores clássicos da banda, como "Legalize Já", "Dig Dig Dig", "Até a Última Ponta", com direito a imagens dos humoristas maconheiros Cheech&Chong no telão. O set list teve ainda "Zerovinteum", "Quem Tem Seda" e "Mantenha o Respeito". Não foi apenas o discurso favorável à legalização da maconha que apareceu no show do Planet Hemp. BNegão também pediu a saída de Marco Feliciano da Comissão dos Direitos Humanos. O grupo ainda lembrou nomes como Skunk --um dos fundadores do Planet--, Bezerra da Silva, Chorão, Sabotage e Chico Science, de quem o grupo tocou "Samba Makossa".  

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