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Música-Festival - (Atualizada)

Da Redação ·

Organização do Lollapalooza anuncia "sold out" do último dia e confirma edição de 2014




Por Thales de Menezes e Lucas Nobile

SÃO PAULO, SP, 31 de março (Folhapress) - Acompanhado de sua equipe, Leo Ganem, diretor-geral da Geo Eventos, responsável pela edição brasileira do Lollapalooza, anunciou que todos os ingressos para o último dia do festival foram vendidos.

De acordo com o diretor, 52 mil entradas foram vendidas no primeiro dia (sexta), 55 mil no sábado e 60 mil hoje. "Como prometido, mantivemos os 60 mil para que o público tivesse conforto", disse Ganem. O total equivale a 167 mil pessoas.

Ele aproveitou para confirmar a terceira edição do evento no Brasil, em 2014, como a Folha já havia antecipado. Segundo Ganem, o festival acontecerá novamente na Páscoa, nos dias 18, 19 e 20 de abril.

Adrenalina

A tarde de domingo teve uma sequência de dois shows empolgantes no Lollapalooza. Começou no palco Cidade Jardim, com o Puscifer, projeto paralelo de Maynard James Keenan, do A Perfect Circle --banda que tocou no festival no sábado.

Um som inclassificável, com uma banda de malucos onde uma vocalista de apoio era a mais tresloucada. Keenan encheu taças de vinho sem parar e todos no palco beberam muito.

Quando o público estava ainda indeciso entre gostar ou não do que via e ouvia, Eddie Vedder subiu rapidamente ao palco e bebeu uma taça de vinho. Saudou o público e saiu.

A passagem relâmpago do cantor do Pearl Jam, a banda mais aguardada da noite, fez o público passar a adorar o Puscifer. Os aplausos aumentaram muito, as pessoas começaram a pular. No palco, Keenan bebia mais e mais, até acabar o show e o vinho.

Em seguida, o Kaiser Chiefs fez um show eletrizante no palco Butantã. O vocalista Ricky Wilson foi para o público logo na segunda música. Rock rápido, dançante, cheio de vibração. Hits como "Everyday I Love You Less and Less" e "I Predict a Riot" empolgaram.

Wilson, cada vez mais alucinado, subiu nas torres da estrutura do palco, comandando o coro do público a cinco metros de altura.

Banda meio em baixa no mercado fonográfico, o Kaiser Chiefs ainda é espetacular ao vivo.

Palco Alternativo

Terceira e penúltima atração do palco Alternativo, o Vanguart tocou as músicas de seu disco "Boa Parte de Mim Vai Embora" para um público relativamente menor em comparação com as bandas que se apresentaram ontem no mesmo horário.

No repertório do soft-pop-rock da banda de Cuiabá, temas autorais como "Cachaça", "Para Abrir os Olhos", "Nessa Cidade" e o hit "Semáforo", além de uma releitura da clássica "O Mar", de Dorival Caymmi.

No meio da apresentação, o vocalista Helio Flanders elogiou uma moça posicionada ao lado do palco, que trabalhava como tradutora para surdos. "Nós vamos tocar com o Pearl Jam hoje. Traduz direito aí senão vão entender errado em casa", brincou Flanders. "Muito legal isso [a iniciativa do festival em ter tradução para surdos], a gente que gosta de letra de música, valoriza", completou o músico.

Em comparação com ontem, quando as atrações do palco Alternativo enfrentaram muitos problemas técnicos com o equipamento de som, o Vanguart não teve dificuldades: o som estava alto e ouvia-se a banda com clareza. Se Gary Clark Jr. e Alabama Shakes --que se apresentaram ontem no Alternativo-- pudessem ter desfrutado de um som tão bom, tranquilamente teriam aproveitado melhor a oportunidade do que o Vanguart, que fez um show "na média".
 

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