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Bombeiros retomam buscas por desaparecidos em porto no Amapá

Da Redação ·

Por Kátia Brasil MANAUS, AM, 29 de março (Folhapress) - Mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amapá retomaram na manhã de hoje as buscas pelos seis trabalhadores desaparecidos no porto da mineradora Anglo American em Santana, a 20 km de Macapá. Os trabalhadores foram arrastados ontem para dentro do rio Amazonas após o desmoronamento de um barranco no porto da empresa. Instalações e equipamentos também foram levados para o fundo do rio. Com apoio de embarcações da Marinha, os bombeiros fazem uma varredura em uma área de 45 mil metros quadrados. A falta de visibilidade do rio prejudica o trabalho. Ferros e equipamentos submersos também dificultam o acesso das equipes, segundo o major Roberto Nery. O Imap (instituto estadual do meio ambiente) notificou a empresa hoje para apresentar uma perícia sobre as condições do porto, que passou por uma obra de terraplenagem. O órgão também faz uma vistoria no local com apoio de técnicos da área de pesquisa e indústria e comércio, além do Batalhão Ambiental da Polícia Militar. Causas A Anglo American afirmou que o acidente foi causado pela movimentação anormal de água no rio Amazonas -uma onda de grande porte atingiu a orla do rio provocando o desabamento. Já o diretor-presidente do Imap, Maurício de Souza, disse que estudos preliminares apontam que não há característica de uma onda para o acidente. "Precisamos levantar se houve uma ampliação da área aterrada", afirmou. O Serviço Geológico do Brasil, órgão federal que estuda a hidrologia dos rios da Amazônia, diz que no rio Amazonas há um fenômeno natural que provoca ondas naturais de grande porte --conhecido como "terras caídas". O gerente de geologia e recursos minerais do órgão, Marcelo Esteves Almeida, diz, no entanto, que obras de terraplenagem mal executadas nas margens do rio poderiam provocar desmoronamentos graves. "Para descobrir o que realmente aconteceu é preciso fazer um estudo geotécnico para avaliar o tipo de terraplanagem foi executada", afirmou. Procurada, a mineradora Anglo American não se manifestou sobre a obra de terraplenagem no porto de Santana.  

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