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Papa defende legado de Bento 16 e pede que fiéis ajudem aos "esquecidos"

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 27 de março (Folhapress) - O papa Francisco defendeu hoje o legado de seu antecessor, o papa emérito Bento 16, e pediu aos fiéis que ajudem aos "esquecidos" que moram nas periferias em sua primeira audiência pública após assumir o pontificado, no dia 19.

Cerca de 20 mil pessoas assistiram à cerimônia, que começou com desfile em papamóvel descoberto. Como em outras ocasiões, Francisco desceu do carro, beijou crianças e cumprimentou vários fiéis. Ele foi recebido com exclamações como "viva o papa" e "te adoramos".

Em suas primeiras palavras, o pontífice disse que recolhia o testemunho de Bento 16 e afirmou que, após a semana santa, retomará a catequese do Ano da Fé, que considerou importante. E pediu aos fiéis que, no período de Páscoa, busquem nas periferias "os esquecidos", como chamou os mais pobres.

"Viver a semana santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos, ir ao encontro dos outros, ir à periferia, sermos os primeiros em buscar nossos irmãos, sobretudo aqueles que estão longe, esquecidos, que precisam de compreensão, consolo e ajuda", disse.

Ele criticou alguns cristãos, que dizem não ter tempo para professar a religião, e disse que isso põe em perigo a sobrevivência do catolicismo.

Ontem o Vaticano informou que o papa deverá tomar posse da basílica de são João de Latrão, em Roma, em cerimônia no próximo dia 7. A posse é considerada uma formalidade para que o pontífice seja nomeado como bispo da capital italiana.

Violência
Durante a audiência, o pontífice pediu o fim da violência na República Centro-Africana, país que nesta semana passou por um golpe de Estado e conflitos entre aliados do antigo governo e rebeldes Seleka.

"Faço uma chamada para pedir o fim imediato da violência e dos saques na República Centro-Africana e que se encontre o mais rápido possível uma solução política à crise capaz de restabelecer a paz e a concórdia nesse querido país marcado por conflitos e divisões".

O golpe de Estado aconteceu no fim de semana, quando a capital foi tomada e o presidente François Bozizé, deposto. O líder Seleka, Michel Djotodia, se autoproclamou mandatário após ocupar a sede administrativa do país.
 

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