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Prefeito de Petrópolis pede R$ 112 mi a Dilma para reconstruir a cidade

Da Redação ·





Por Italo Nogueira, Enviado especial

PETRÓPOLIS, RJ, 25 de março (Folhapress) - O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo (PSB), solicitou em reunião na noite de hoje com a presidente Dilma Rousseff R$ 112 milhões para a reconstrução da cidade e apoio às pessoas atingidas.

A definição do repasse, porém, só será divulgada na quarta-feira, após avaliação do pedido por parte do governo federal. Nesta data, Bomtempo se reunirá com técnicos do Ministério da Integração Nacional, em Brasília.

De acordo com o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), R$ 100 milhões referem-se à reconstrução da cidade. Os valores restantes são recursos do programa de assistência à população.

"A Secretaria Nacional de Defesa Civil tem critérios para definição desse valor tendo em vista o número de pessoas desabrigadas e desalojadas, além dos prejuízos materiais. [...] Essa é a solicitação, não quer dizer que o apoio será nesse valor", disse Bezerra.

O ministro afirmou que o recurso de assistência à população deve ser transferido ao município logo após a reunião de quarta-feira, "entre quinta-feira e segunda-feira". O valor total do apoio sairá, segundo Bezerra, na primeira semana de abril.

Bomtempo afirmou que a reconstrução da cidade pode custar menos do que os R$ 100 milhões pedidos para este fim. Ele disse que o detalhamento das intervenções emergenciais ainda será concluído.

"Ainda estamos quantificando todos os danos. Muita coisa precisa ser georreferenciada para colocar com mais clareza", disse o prefeito, que afirmou que foram abertas 300 feridas nas encostas do município.

Os recursos de assistência à população serão usados para pagamento de aluguel social e apoio para limpeza de casas e algumas ruas.

As verbas não incluem a construção de casas para as famílias moradoras em áreas de alto risco, estimada em 5 mil na cidade. Segundo o secretário do Ambiente, Carlos Minc, a presidente sinalizou apoio ao sistema de compra assistida.

"Seria uma excessão aberta à região serrana, porque o governo federal não usa esse sistema, mas o Minha Casa, Minha Vida", disse Minc.

Pelo modelo, o morador de área de risco pode usar recursos do Estdo para comprar uma casa de mesmo valor da que ocupa atualmente. A avaliação é feita por técnicos do governo. O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) já gastou R$ 6,5 milhões para compra assistida para 267 famílias em Petrópolis.
 

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