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Fumaça preta indica indecisão; cardeais voltam a votar à tarde

Da Redação ·
 Vaticano reforçou a fumaça preta, para que não ficassem dúvidas sobre a cor do sinal.
fonte: divulgação
Vaticano reforçou a fumaça preta, para que não ficassem dúvidas sobre a cor do sinal.

Por Fabiano Maisonnave, Enviado especial

ROMA, ITÁLIA, 13 de março (Folhapress) - A manhã do segundo dia de votações no conclave terminou sem a definição do novo papa. A fumaça negra voltou a sair da chaminé da Capela Sistina por volta das 11h40 locais (7h40 em Brasília), em sinal de que não houve consenso sobre o sucessor de Bento 16.

Isso significa que as duas votações desta manhã não reuniram os dois terços suficientes para eleger o novo pontífice, ou 77 dos 115 cardeais com poder de votos. Outras duas votações estão previstas para a tarde de hoje.

Com o anúncio, centenas de turistas e religiosos que estavam de vigília sob uma chuva fria deixaram a praça de São Pedro que, durante a manhã, registrou público pequeno. A previsão é de que o número de fiéis à tarde seja maior.

As votações de hoje começaram por volta das 9h30 locais (5h30 em Brasília), após uma missa de uma hora de duração na Capela Paulina. Segundo o Vaticano, as cédulas das duas votações serão queimadas juntas, tanto no fim da manhã como no início da noite. A única exceção é se o novo papa for escolhido.

Assim como no primeiro dia, o Vaticano reforçou a fumaça preta, para que não ficassem dúvidas sobre a cor do sinal. Em 2005, as emissões da chaminé causaram confusão ao público e aos jornalistas presentes na praça de São Pedro.

Entre os favoritos para o posto estão o italiano Angelo Scola, arcebispo de Milão, o canadense Marc Ouellet, arcebispo de Québec e o brasileiro dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo -a maior arquidiocese do maior país católico do mundo.
 

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