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Bombas explodem próximo a palácio do governo em Damasco

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 19 de fevereiro (Folhapress) - Pelo menos duas bombas explodiram hoje nas proximidades do palácio de Tishrin, em Damasco, uma das três residências usadas pelo regime de Bashar Assad. Segundo informações de opositores e aliados do regime, o ditador não estava no local.

A agência de notícias Sana informou que os projéteis caíram ao lado do muro sul do palácio, que está entre os bairros de Al Mezze e Al Muhayerin, mas sem provocar vítimas. O Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou a ação, mas disse que foram três as explosões ouvidas.

Além do prédio presidencial, o impacto afetou dois hospitais próximos, segundo a Sana, que atribuiu a ação a terroristas. O palácio de Tishrin é a residência usada pelo ditador para receber celebridades e autoridades estrangeiras durante visita à Síria.

As outras duas casas do ditador são o Palácio do Povo, na montanha de Qasioun, e o Palácio de Rawda, no bairro de Abu Rummaneh, no centro da capital. Por motivo de segurança, os movimentos de Assad são secretos e não é possível saber quanto tempo ele passa em casa um dos locais.

A capital Damasco começou a sofrer com as consequências da crise entre oposição e governo na Síria em julho, quando rebeldes fizeram um atentado que matou quatro integrantes da cúpula de Assad. Devido à violência, as aparições de Assad também ficaram cada vez mais raras.

A ação acontece horas depois de um bombardeio na cidade de Aleppo, segunda maior cidade do país, em que pelo menos 19 pessoas morreram. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a maioria deles eram civis.

Desde o início dos confrontos, em março de 2011, pelo menos 70 mil pessoas morreram na Síria, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). A entidade também afirma que mais de 5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, sendo 2 milhões de refugiados internos e 857 mil sírios que fugiram do país.

Rússia

Hoje, o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que as negociações na Síria saíram do ponto morto e se transformaram na prioridade de ambas as partes do conflito. "Só podemos comemorar esse progresso dos acontecimentos e, ainda que ambas partes apresentem diferentes condições, a situação saiu do ponto morto.

Na sua opinião, a tarefa da comunidade internacional é ajudar que essas condições prévias não virem um obstáculo para o mesmo diálogo. A Rússia é um dos países mais próximos ao regime sírio e vetou três resoluções da ONU que estabeleciam sanções contra Assad.

Mais cedo, a agência de notícias Reuters informou que Moscou não deve aceitar de imediato os pedidos da Comissão de Direitos Humanos da ONU para processar os criminosos de guerra identificados pelos investigadores.

Segundo funcionário do governo russo, o processo deverá passar pelo respaldo do Conselho de Segurança, onde a Rússia tem poder de veto.
 

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