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"Agente duplo" se enforcou no banheiro da cela, diz jornal

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 19 de fevereiro (Folhapress) - O jornal israelense "Maariv" informou hoje que o agente duplo da Mossad conhecido como "Prisioneiro X" cometeu suicídio em sua cela. Ele foi encontrado morto em 2010, meses após ter sido preso acusado de alta traição.

O agente morto tinha dupla nacionalidade -era australiano e israelense- e foi identificado pela imprensa australiana como Ben Zygier. Ele foi preso no início de 2010, em uma prisão de segurança máxima próxima a Tel Aviv.

Segundo a ata de uma audiência do tribunal de Rishon-LeTzion, onde o caso é avaliado, o suposto agente foi encontrado enforcado no banheiro, com um lençol envolvendo o pescoço e que foi atada à janela do cômodo. O espaço era o único da cela que não era controlado por câmeras.

Os investigadores afirmam que ele teria se pendurado nas barras do banheiro da cela e se enforcou com o lençol, que foi pego sob o pretexto de querer lavá-lo e sem que os guardas da prisão percebessem. Segundo o "Maariv", os guardas da prisão o vigiaram por cerca de 20 minutos antes da morte do agente.

O caso de Zygier, o misterioso "Prisioneiro X", foi revelado há uma semana pela imprensa, que mostrou que ele foi detido secretamente no início de 2010 e que se suicidou meses depois, apesar de estar preso em uma cadeia de segurança máxima.

De dupla nacionalidade, australiana e israelense, Zygier teria sido detido em Israel sob o delito de alta traição, de acordo com o diversos meios de imprensa, embora Israel não tenha confirmado se ele colaborava com o Mossad e nem explicado a razão de sua detenção.

O canal australiano ABC disse que o colaborador foi preso após ter revelado informações da Mossad (serviço secreto internacional de Israel) aos funcionários da ASIO, a agência de inteligência da Austrália. Dentre os dados revelados, estão uma operação na Itália, que deveria acontecer em breve.

No entanto, o ex-ministro de Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer, que era o titular da pasta na ocasião, negou a versão e disse que provavelmente esse não era o motivo de sua prisão. "Suspeito de que era algo mais sério do que apenas compartilhar informação com a ASIO".
 

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