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Prefeitura dá início a internação compulsória; 90 viciados são retirados da rua

Da Redação ·

Por Diana Brito RIO DE JANEIRO, RJ, 19 de fevereiro (Folhapress) - Ao menos 90 usuários de crack foram acolhidos na madrugada de hoje por agentes da Prefeitura do Rio, na entrada da comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas do Estado. A operação inicia a nova fase no combate ao uso da droga com o processo de internação compulsória de adultos. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, dos 90 usuários acolhidos, oito são adolescentes. Para realizar a ação, agentes da prefeitura fecharam durante meia hora a avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio, em ambos os sentidos, por volta das 2h30. Houve corre-corre, gritaria e até barricadas foram montadas pelos usuários na tentativa de impedir o trabalho dos agentes municipais. Um grupo colocou fogo em um sofá que estava no local. Não há informações de feridos. Todos foram levados para centrais de recepção da prefeitura em Paciência, zona oeste, e no centro da cidade. Tiroteio Antes da chegada da Secretaria de Assistência Social, policiais militares do Batalhão de Choque e do Bope (Batalhão de Operações Especiais) realizaram uma operação na Maré. Segundo moradores locais, houve troca de tiros e dois policiais do Bope ficaram feridos por estilhaços. A PM ainda não informou se houve prisões ou apreensões. Guardas municipais e funcionários da Comlurb, a companhia de limpeza pública da cidade, também participaram da ação. Muitos usuários foram acolhidos em meio a amontoados de lixo. A polícia precisou arremessar uma bomba de efeito moral para afastá-los do local. Funcionários da Secretaria de Ordem Pública distribuíram pneus no ponto usado para o consumo de crack. O lugar também ganhou nova iluminação. Holofotes foram posicionados na direção da calçada que os usuários frequentam desde o final do ano passado. A internação compulsória de usuários de crack adultos - anunciada em outubro de 2012 pelo prefeito Eduardo Paes - divide opiniões já que a legislação diz que uma pessoa só pode ser internada se for provado que ela é incapaz de tomar decisões. A prefeitura informou que vai divulgar numa coletiva de imprensa, às 10h, detalhes da nova medida e os nomes das unidades de saúde que irão abrigar esses usuários acolhidos.  

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