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Aviação-Europa - (Atualizada)

Da Redação ·

Primeiro dia de greve da Iberia tem confronto e prisões em Madri SÃO PAULO, SP, 18 de fevereiro (Folhapress) - O primeiro dos 15 dias de greve dos funcionários da companhia aérea espanhola Iberia teve confronto entre grevistas e forças de segurança, no aeroporto internacional de Barajas, em Madri. Pelo menos cinco pessoas foram presas e uma ficou ferida. No total, cerca de 8.000 participaram do protesto no terminal quatro do aeroporto. Mais de 300 policiais foram enviados ao local. O enfrentamento entre os dois lados durou cerca de três horas. Os detidos responderão a acusações de ameaça, resistência à prisão, desobediência e ataque a um agente de autoridade. De acordo com a convocatória, o período total da greve será dividido em três de cinco dias consecutivos e vale para os 20 mil funcionários da companhia, em protesto contra o plano de reestruturação que inclui a demissão de 3.807 pessoas, cerca de 19% da folha de pagamento, além da redução de voos. No aeroporto de Prat, em Barcelona, outra manifestação reuniu cerca de 400 pessoas. Voos Cerca de 10% dos voos de longa distância e metade dos voos domésticos não deverão decolar, durante esta semana. Mais de 80 voos da Iberia foram cancelados apenas hoje. No aeroporto internacional de Guarulhos, pelo menos três voos da Iberia previstos para ocorrer entre as 7h35 e as 17h15 hoje foram cancelados. No aeroporto do Galeão, três chegadas e uma partida estavam previstas para ocorrer ainda nesta noite. Greves antigas custaram à Iberia entre 2 milhões e 3 milhões de euros por dia, disse uma porta-voz da empresa. Um quadro reduzido de funcionários continuou trabalhando, e a Iberia marcou nova data para a maioria dos passageiros ou os reembolsou. Filas se formaram, já que funcionários abandonaram os balcões de check-in, enquanto os sindicalistas gritavam no aeroporto. Essa greve de 18 a 22 de fevereiro coincide com feriados escolares no Reino Unido, a maior fonte de turistas da Espanha. O turismo é responsável por cerca de 11 por cento da produção econômica espanhola, e é um dos poucos setores em crescimento do país em uma recessão prolongada que empurrou o índice de desemprego para acima dos 26%.  

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