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UE manterá embargo de armas ao governo Assad nos próximos três meses

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 18 de fevereiro (Folhapress) - A União Europeia manteve a prorrogação do embargo na venda de armas à Síria por mais três meses. A decisão foi tomada após os países do bloco não entrarem em acordo sobre fornecer armamento aos grupos rebeldes contra o regime de Bashar Assad.

A mudança foi pedida pelo Reino Unido, que pretendia fazer uma exclusão parcial para permitir fornecer armas a grupos vinculados à Coalizão das Forças Revolucionárias e da Oposição na Síria. A entidade, formada por opositores sírios no exterior e dentro do país, pediu apoio militar aos países ocidentais.

Perante a negativa da maioria dos membros a dar esse passo, os ministros das Relações Exteriores dos 27 países pactuaram prolongar por mais três meses as atuais medidas restritivas, que venceriam no final de fevereiro. O documento da União Europeia permite que Londres possa oferecer "ajuda não letal e assistência à proteção dos civis". Dentre os suprimentos incluídos no documento, estão equipamentos de comunicação e ajuda humanitária. Mesmo rejeitando a entrega de armas, o bloco elogia o trabalho do líder opositor, Ahmed Mouaz al Khatib, para tentar um diálogo com o regime de Bashar Assad e pediram novamente uma solução pacífica ao conflito, que dura 23 meses.

Desde o início dos confrontos, em março de 2011, mais de 70 mil pessoas morreram em confrontos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Outros 5 milhões de sírios buscaram refúgio em regiões mais calmas dentro do país e 700 mil, no exterior.

Diálogo

Hoje o ministro da Reconciliação Nacional da Síria, Ali Haidar, disse que poderia conversar com grupos armados que lutam contra Assad. "O presidente disse que tentará se encontrar com qualquer um que esteja contra nós politicamente. Inclusive com aqueles que usam armas, nós vamos tentar com eles". O discurso foi feito no Parlamento, mas não está claro se o chamado de Haidar partiu de Assad, já que o ministro não pertence ao círculo íntimo do ditador. Em janeiro, o mandatário disse que não negociaria com os rebeldes armados, a quem chama de "terroristas". Caso confirmada, seria uma mudança na postura do regime sírio, que preferiu a confrontação aos rebeldes que o diálogo com os opositores.
 

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