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General iraniano é assassinado

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 14 de fevereiro (Folhapress) - O chefe do comitê iraniano para a reconstrução do Líbano, Hessam Khoshnevis, foi morto na Síria por supostos disparos de brigadas de opositores na estrada que liga Damasco a Beirute, informaram o Observatório Sírio dos Direitos Humanos e funcionários do governo iraniano.

O ataque teria sido feito por manifestantes rebeldes perto da cidade síria de Zabadani, a alguns quilômetros da fronteira com o Líbano.

A embaixada iraniana no Líbano disse que Khoshnevis foi morto por "grupos terroristas armados" quando voltava de Damasco.

O Irã é forte aliado do regime de Bashar Assad nos conflitos que duram quase dois anos no país e já mataram cerca de 70 mil pessoas, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas.

O escritório de relações públicas da Guarda Revolucionária iraniana disse que o comandante foi "martirizado" no caminho de Damasco a Beirute pelo que eles chamaram de mercenários e que ele será sepultado em sua cidade natal na sexta-feira no Irã.

Jornais libaneses informaram que Khoshnevis estava na Síria para estudar planos de reconstrução para a cidade de Aleppo.

A televisão oficial iraniana em inglês, PressTV, afirmou que ele era engenheiro encarregado de projetos de reconstrução financiados pelo Irã no sul do Líbano.

Ele tinha status diplomático de delegado e representante da presidência iraniana no Líbano.

Confrontos

O opositor Exército Livre Sírio anunciou a tomada de controle completo da localidade de Al Shadadi, na província de Al Hasaka, na fronteira com a Turquia.

"Liberamos Al Shadadi de forma completa e definitiva após a queda do quartel da polícia militar, que era o último ponto estratégico das forças de Bashar Assad no local", disse à agência de notícias Efe o porta-voz dos rebeldes na região, Abu Leila.

Segundo ele, a tomada de controle é um grande impulso para o avanço do exército rebelde na região e o controle da Província.

Além disso, ativistas rebeldes disputam o controle no maior aeroporto na cidade de Aleppo, no norte do país.

O diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdul-Rahman, disse que aeronaves de guerra do regime de Assad tentam controlar os avanços rebeldes na área.

Opositores vêm atacando o aeroporto por semanas e tomaram grande parte da base militar que o protege, que, segundo Abdul-Rahman, continua sob o controle de Assad.

Ainda segundo o Observatório, pelo menos cem soldados sírios e 30 rebeldes do grupo Jabhat al Nusra, vinculada à Al Qaeda, foram mortos nos últimos três dias em confrontos próximos à fronteira com o Iraque.
 

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