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Sargento Pimenta leva 100 mil ao Aterro do Flamengo

Da Redação ·

RIO DE JANEIRO, RJ, 11 de fevereiro (Folhapress) - As pistas do Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, lotaram com os 100 mil foliões que foram acompanhar o bloco Sargento Pimenta, que mistura músicas dos Beatles com batuque brasileiro. O bloco, que completou seu terceiro ano no Carnaval carioca, começou às 14h de hoje e foi até as 20h. Na dispersão do bloco, a multidão se dirigiu para a estação do metrô da Glória, também na zona sul. A concessionária teve que controlar os acessos à estação para evitar a lotação da plataforma, o que causou certo tumulto. Os usuários tiveram que andar em direção ao centro da cidade, para a estação Cinelândia. O Sargento Pimenta tocou pela primeira vez em um palco montado em Botafogo, em 2011. Um forte trabalho de divulgação levou uma multidão para as estreitas ruas do bairro. O bloco ficou marcado pelo caos que ocorreu com a sua apresentação. No ano seguinte, em 2012, o desfile foi transferido para o Aterro do Flamengo. A reclamação do ano passado foi que o som do trio elétrico estava baixo para os foliões que não conseguiram acompanhar de muito perto o cortejo. Na ocasião, 60 mil pessoas compareceram ao bloco. Este ano, além do trio elétrico, a organização investiu em duas colunas de caixas de som, sustentadas por guindastes, que foram posicionadas nas laterais de onde a banda tocou. Em contrapartida, o público quase dobrou e, segundo pessoas presentes, o equipamento não deu conta. A psicóloga Elenir Coimbra, 62, fã declarada da banda se queixou por não ter conseguido escutar a música. Ela, que ainda não conhecia a mistura do rock dos Beatles com a batucada brasileira, contudo, aprovou o estilo musical. "Sou fã dos Beatles desde a década de 1960 e acho que a combinação deu certo, mas o som poderia mesmo ser melhor", disse ela. Ainda que "jovem", o bloco é um dos mais populares do Carnaval de rua carioca. Este ano, os músicos tocaram também marchinhas clássicas e até funk. Até quem não é fã dos garotos de Liverpool entrou na dança. "Não é do meu cotidiano ouvir Beatles. Estou aqui mais pelo agito e pelas mulheres", disse o químico Rafael Santana, 24.  

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