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CNBB vê gesto "nobre" de Bento 16 ao renunciar

Da Redação ·

BRASÍLIA, DF, 11 de fevereiro (Folhapress) - A renúncia de Bento 16 está sendo encarada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) como um gesto "nobre" de Joseph Ratzinger. Antes do papa alemão, o último a abrir mão do posto de líder da Igreja Católica foi Gregório 12, em 1415. "São muitos séculos. Não estávamos mais acostumados", afirmou o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, hoje. Questionado se poderá ser chamado de "ex-papa", Dom Leonardo afirma que ainda não se sabe qual será o título que o Vaticano dará a Joseph Ratzinger. Dom Leonardo disse ainda que as denúncias e escândalos recentes envolvendo a Igreja Católica, como casos de pedofilia, não estão relacionados com a decisão do papa em renunciar no dia 28 de fevereiro. "Eu já estive com ele. É um homem muito objetivo, nada disso afetaria", esclarece o secretário-geral da CNBB. Para Dom Leonardo, Bento 16 já havia dado sinais de que seu mandato poderia ser breve, em especial depois de ter afirmado que, se um papa tiver claro para si que não é mais capaz, tem o direito e obrigação de renunciar. "É um gesto que o enobrece porque mostra que está pensando na igreja. É um ato de coragem, mas também um ato nobre." Agradecimento O secretário-geral da CNBB prepara, em parceria com Dom Raymundo Damasceno, presidente da instituição, nota de agradecimento pelo serviço do Santo Padre nos últimos oito anos. A nota vai listar as principais linhas adotadas por Bento 16 à frente da Igreja Católica. Será dado destaque para o ecumenismo, ou seja, aos apelos de Bento 16 pela unidade de todos os povos. A CNBB vai pedir também para que os católicos brasileiros rezem por ele.  

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