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Mancha Verde traz para o sambódromo a vida e a obra de Mário Lago

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP,7 de fevereiro (Folhapress) - A Mancha Verde é a terceira escola a se apresentar na sexta-feira (8) no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. Com o tema "Mario Lago - um homem do século XX", ela vai tratar da vida e obra desse artista brasileiro.

"Tentamos brincar com as paixões de Mário Lago, que são família, boêmia, arte e política", disse o carnavalesco Troy Oliveri.

O desfile inicia com a chegada avós de Lago ao Brasil, mostrando as raízes italianas do artista. "Vamos trazer a arte dos imigrantes chegando no Brasil. Nossa alegoria será uma grande embarcação entrando em uma lavoura de café", conta.

A segunda parte do desfile deve mostrar o lado boêmio do artista, que começou muito cedo, quando o pai o levava aos bares. A região da Lapa, no Rio de Janeiro, será retratada na avenida, um dos principais locais de inspiração de Lago.

Parte das alas deverão destacar as facetas de compositor do artista, autor de sambas famosos como "Aí que saudade da Amélia" e a marchinha "Aurora".

Parte importante de sua vida, será retratada na ala das baianas, que mostrará o lado político do artista e sua vida pessoal, pois foi em um comício do Partido Comunista que ele conhecera sua mulher.

O último carro alegórico vai homenagear as novelas em que Mário trabalhou, com destaque para "Barriga de Aluguel" e "Clone", que fez o personagem dr. Molina em ambas as dramaturgias.

"O grande desafio é tentar mostrar ao público um pouco da vida de Mário Lago, quem era esse grande artista brasileiro", disse.
 

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