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Polícia Civil investiga cemitério clandestino de bichos em Cajuru

Da Redação ·





Por Fernanda Testa

RIBEIRÃO PRETO, SP, 4 de fevereiro (Folhapress) - Moradores de Cajuru (298 km de São Paulo) denunciaram a existência de um cemitério clandestino de animais numa área rural que pertence à prefeitura.

No local, foi achado o corpo de um gato de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) que deveria ter sido levado para um aterro legalizado em Guatapará (297 km de São Paulo). A Polícia Civil e a Prefeitura de Ribeirão investigam o caso.

No terreno, há dezenas de carcaças de cães e gatos, a maioria em estado avançado de decomposição.

Segundo o secretário do Meio Ambiente de Cajuru, Marco Antônio Borges Filho, um gato foi encontrado com uma coleira, cujo telefone era de uma moradora de Ribeirão.

"Segundo a dona, o animal havia sido entregue ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Ribeirão."

Ele disse que o órgão da Prefeitura de Ribeirão alegou que uma empresa, a NGA (Núcleo de Gerenciamento Ambiental), faz a coleta desses animais em Ribeirão.

"Eles [da empresa] não souberam explicar o porquê de os bichos terem aparecido aqui [em Cajuru]", afirma.

Borges Filho diz ainda que a NGA, por meio de outra empresa, recolheria as carcaças dos animais. Até o final da tarde de hoje, quando a reportagem esteve no local, isso não havia ocorrido.

Procurada, a NGA nega ter relação com o depósito de cadáveres de animais em Cajuru.

Indignação

Voluntária de uma ONG que luta pela proteção dos animais, a estudante Tainá Fernanda Javara, 17, dona do gato encontrado em Cajuru, afirma que o animal foi sacrificado e levado ao CCZ de Ribeirão no dia 24 de janeiro.

Quatro dias depois, ela foi comunicada que o corpo estava em Cajuru. "Fiquei muito nervosa. Lá no CCZ, disseram que cremariam ou enterrariam meu gato."

A estudante diz que tem um protocolo da entrega do animal ao CCZ.

Outro lado

A assessoria de imprensa do NGA (Núcleo de Gerenciamento Ambiental) negou envolvimento em relação ao depósito de cadáveres de animais em Cajuru.

Em nota, a empresa afirma que "não tem operação comercial na região de Cajuru."

A NGA diz ainda que cumpre todos os procedimentos ambientais previstos em lei na coleta e destinação dos animais entregues pelo CCZ.

Segundo a assessoria, o destino dos animais é um aterro sanitário da própria empresa, em Guatapará.

A assessoria da Prefeitura de Ribeirão afirmou, em nota, que a NGA será notificada sobre o caso e que, "após investigação, caso seja constatada alguma irregularidade, serão tomadas as medidas cabíveis."

Não confirmou, no entanto, se recebeu o gato no CCZ no dia 24 de janeiro.
 

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