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Agatha Christie foi investigada por agentes secretos, diz escritor

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 4 de fevereiro (Folhapress) - A escritora britânica Agatha Christie (1890-1976) chegou a ser investigada pelo Serviço Secreto do Reino Unido, durante a Segunda Guerra Mundial. A história, que poderia fazer parte de um romance da autora, foi divulgada no livro "The Codebreakers of Station X", de Michael Smith, lançado hoje. Para o MI5, como o serviço secreto britânico é conhecido, uma das autoras mais conhecidas do gênero policial teria um espião dentro de Bletchley Park, antiga instalação militar secreta para decifração de códigos alemães durante o conflito. As informações são do jornal "The Guardian". O Serviço Secreto começou a investigar Agatha Christie após ela ter chamado um personagem de Major Bletchley, no romance "M ou N", publicado em 1941. Bletchley era um ex-oficial do exército indiano que dizia conhecer os segredos de guerra da Grã-Bretanha. Na mesma época em que usou o nome da instalação militar para o personagem, a escritora passou a ser uma amiga próxima de Dilly Knox, um dos principais agentes em Bletchley Park. O MI5 começou a se preocupar se ela teria conhecimento do que foi descoberto sobre os planos de Adolf Hitler. Christie, porém, teria dito que o nome apenas lhe ocorreu durante uma viagem de trem.  

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