Geral

Rebeldes libertam dois reféns russos e um italiano

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 4 de fevereiro (Folhapress) - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou hoje que um grupo de rebeldes sírios libertou três reféns estrangeiros -dois russos e um italiano- que foram sequestrados entre as cidades de Homs e Tartus há dois meses.

Segundo a Chancelaria russa, a libertação ocorreu após uma troca por insurgentes presos pelo regime sírio no domingo. Os três reféns trabalhavam em uma siderúrgica perto de Homs, uma das cidades mais afetadas pelos confrontos entre rebeldes e o governo, e foram capturados em 12 de dezembro.

Os cidadãos russos Viktor Gorelov e Abdessattar Hassun foram levados à embaixada do país em Damasco e estão em bom estado de saúde. O italiano Mario Belluomo foi entregue às autoridades do país europeu, que fecharam a embaixada em Damasco, após a libertação.

Para conseguir a libertação dos reféns, Moscou teve que recorrer a negociações com o regime sírio e grupos de oposição dentro do país árabe e no exterior. Os sequestros de cidadãos estrangeiros fazem parte das táticas dos rebeldes para pressionar o ditador Bashar Assad para libertar presos políticos.

Os confrontos entre o regime de Assad e os opositores da Síria, que começaram em março de 2011, deixaram pelo menos 60 mil mortos, de acordo com a ONU.

Visita

A China anunciou que o ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al Moualem, fará uma visita a Pequim, que começa hoje. Segundo a Chancelaria chinesa, a viagem faz parte dos esforços em busca de uma solução política para encerrar o conflito sírio.

Moualem visitou pela última vez a China, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, em abril do ano passado. O país, junto com a Rússia, vetou três resoluções que pediam sanções mais incisivas ao regime de Assad.

Os chineses dizem, no entanto, que não tomaram partido de nenhum dos lados e convidou nos últimos meses tanto autoridades do governo sírio como membros da oposição para visitar o país, apesar de ter pouca influência no Oriente Médio.
 

continua após publicidade