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Em "Lado a Lado', Chico enfrenta preconceito no futebol

Da Redação ·

Por Julia Couto SÃO PAULO, SP, 3 de fevereiro (Folhapress) - Nesta semana, a novela das seis, "Lado a Lado' (Globo), destaca algo curioso da história do Brasil: na época em que a trama se passa -a década de 1910-, para jogar futebol, os negros tinham de passar talco ou pó de arroz no rosto, pois o esporte era exclusivo dos brancos e ricos. No folhetim, Chico (César Mello) será convidado por Albertinho (Rafael Cardoso) para entrar no time de futebol, já que Teodoro (Daniel Dalcin) não poderá jogar. Para convencer o faxineiro, Albertinho lhe oferece dinheiro. "Ele sempre sonhou em jogar', diz César Mello. E, para que Chico seja aceito no time, o mauricinho passará pó de arroz em seu rosto, fazendo com pareça ser branco. Tal prática, segundo relatos, realmente ocorreu na história do futebol brasileiro. "Estamos falando da ironia do futebol ter entrado no Brasil por meio de uma elite racista e hoje ser o nosso esporte mais popular', conta o coautor da novela, João Ximenes Braga. O faxineiro impressionará a todos com sua habilidade. "Fiz muitas aulas para fazer a cena. Driblei, fiz gol de bicicleta. Nem precisei de dublê', diz o ator. Quem não se conformará é Zé Maria (Lázaro Ramos), que entrará em campo para criticar o amigo. Como ele, Chico também luta capoeira, esporte que, naquele período, era restrito a negros e pobres. "Isso fará Chico cair na real', diz Mello, cujo personagem seguirá jogando, mas sem aceitar as condições e a grana de Albertinho.  

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