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Dívida ultrapassa R$ 141 milhões, diz prefeito

Da Redação ·

Por Fernanda Testa RIBEIRÃO PRETO, SP, 2 de fevereiro (Folhapress) - A dívida de Barretos (423 km de São Paulo) já chega a R$ 141 milhões, segundo estimativa do atual prefeito Guilherme Ávila (PSDB), durante evento na manhã de hoje). Se forem consideradas as contribuições previdenciárias -R$ 304 milhões-, a dívida atinge R$ 445 milhões. Os números foram apresentados durante uma reunião de divulgação do balanço do primeiro mês de governo. De acordo com Ávila, o valor é proveniente de atrasos com fornecedores, prestadores de serviço, encargos e questões tributárias não pagas. "O instituto de previdência teve os aportes patronais reduzidos de 24% para 14%. Estamos fazendo um estudo para tentar alterar a contribuição patronal e reduzir este valor", disse Ávila à reportagem. O prefeito afirmou que a administração não tinha recursos para cobrir a folha de pagamento dos servidores em janeiro. E não pagou em dia -no dia 3, como previsto- os salários de dezembro dos 3.000 servidores. "Foi um mês muito difícil. A folha foi paga em duas etapas, e encontramos todos os serviços com dívidas. Correios, telefonia, energia elétrica. Além disso, tivemos queda de quase 14% na arrecadação de recursos próprios", disse. Para tentar melhorar a arrecadação, a prefeitura lançou em janeiro um programa de recuperação fiscal com anistia de juros para contribuintes que têm dívidas com a administração e com o serviço de água e esgoto do município. O ex-vice-prefeito e ex-secretário de Saúde, Mussa Calil Neto (PTB), disse que desconhece os R$ 141 milhões divulgados pelo atual prefeito. "Eu não tinha acesso à tesouraria e aos números na época em que estive na administração", afirmou. Calil Neto diz, no entanto, que a contribuição previdenciária não deve ser encarada como dívida. "Todos os prefeitos, até 2045, devem fazer essa contribuição para que os servidores recebam seus benefícios. Foi uma lei aprovada na Câmara Municipal. Se a lei for revogada, esses R$ 304 milhões simplesmente desaparecem", disse. O ex-prefeito Emanoel Carvalho (PTB) não foi encontrado hoje para comentar o assunto.  

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