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Vice-presidente quer apoio à oposição síria

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 2 de fevereiro (Folhapress) - O vice-presidente americano, Joe Biden, pediu hoje em Munique (Alemanha) à comunidade internacional que reforce o apoio à oposição síria contra o regime de Bashar Assad, que segundo ele "não é capaz de dirigir a nação". Biden também falou sobre o programa nuclear do Irã e disse que ainda há margem para negociação com o país. Caberá a Teerã, segundo o vice-presidente americano, retomar o diálogo.

Biden fez estas declarações durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique (MSC), uma das reuniões de referência em nível global em matéria de Defesa e Relações Exteriores, que começou ontem e termina amanhã e debate principalmente as guerras no Mali e na Síria e o programa nuclear iraniano.

"Trabalhamos juntos, com nossos aliados, para que [a oposição síria] esteja mais unida, seja mais solidária", disse Biden a autoridades de vários países reunidas para uma conferência sobre segurança na cidade alemã.

Biden abordará o conflito na Síria com o líder da oposição no país, Ahmed Moaz al-Jatib, e com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. O vice-presidente destacou as "grandes divergências" persistentes entre Estados Unidos e Rússia sobre o conflito.

"Estamos convencidos de que Bashar Assad é um tirano determinado a permanecer no poder, mas já não é capaz de dirigir a nação", afirmou Biden.

Também disse que, diante do "sofrimento" do povo sírio, a comunidade internacional deve reforçar a ajuda humanitária.

Irã

Biden acrescentou que a administração do presidente Barack Obama deu ao Irã "a oportunidade de explicar" à comunidade internacional suas intenções com seu programa nuclear, mas que é conhecido "o caminho que seguiu" Teerã.

Segundo ele, a política de Washington sobre assunto não é de "contenção", mas de "prevenção", porque o objetivo dos EUA é que o Irã "não obtenha armas nucleares".

Se o Irã persistir em sua atual linha, a única coisa que conseguirá será "mais pressão" e "mais isolamento" como resposta por parte da comunidade internacional, além das "mais robustas sanções (econômicas) da história" que já se impuseram sobre o país.

No total, participarão da conferência 90 delegações nacionais, aproximadamente uma dúzia de chefes de Estado, 70 ministros das Relações Exteriores e Defesa, e 60 diretores executivos de grandes empresas.
 

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