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Veja relatos de pais que perderam os filhos em tragédia

Da Redação ·

Pais das mais de 230 vítimas do incêndio que atingiu a boate Kiss na madrugada de domingo (27), em Santa Maria (RS), lotaram o ginásio da cidade para reconhecer os corpos e percorreram hospitais da região para tentar encontrar sobreviventes. Segundo o psicanalista Regis Siqueira Ramos, apoio familiar é fundamental para enfrentar a dor.
Em meio à dor e ao luto pela perda, eles cobram fiscalização e justiça para que acontecimentos desse tipo não se repitam.

Mãe perde os dois filhos
Elaine Gonçalves perdeu os dois filhos no incêndio. O mais velho, Deives Marques Gonçalves, de 33 anos, chegou a ser levado para atendimento em um hospital de Porto Alegre, mas acabou morrendo horas após o incêndio.

Gustavo Marques Gonçalves  que estava internado no Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre, até terça-feira (29), mas acabou morrendo de morte encefálica confirmada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

O corpo de Gustavo chegou à Capela Mortuária do Hospital de Caridade perto das 10h, mas ainda demorou alguns minutos para ser liberado para o velório.

Amigos e familiares transtornados se abraçavam  e choravam juntos pela morte dos irmãos. A mãe dos jovens fez questão de cumprimentar cada um dos amigos e familiares presentes na despedida do filho. De cada um, recebia abraços e palavras de consolo.Os amigos levaram um cartaz com fotos dos dois irmãos ao enterro para prestar uma última homenagem.

Ogier de Vargas Rosado, de  51 anos, pai de Vinícius Montardo Rosado, 26 anos, fala do orgulho que tem do filho que acabou morrendo quando voltou para  para ajudar.

Vinicius conseguiu salvar 14 pessoas, mas depois foi encontrado desacordado e morreu no hospital. Segundo testemunhas, na madrugada de domingo Vinicius saiu da boate e procurou a irmã. Ao ver que ela estava bem, voltou ao prédio em chamas, para resgatar quem não conseguia encontrar a saída.

No velório coletivo realizado no ginásio esportivo da cidade, pessoas que sobreviveram e que participaram da cerimônia reconheceram o jovem. “Passavam e diziam: ‘lembro dele. Foi ele quem me salvou’”, afirmou um amigo.

As informações são do G1

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