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Francês invade Twitter de Obama e Britney

Da Redação ·
 Autor das invasões se disse ser um "bom pirata"
fonte: twitter.com/barackobama
Autor das invasões se disse ser um "bom pirata"

 Um francês que invadiu as contas de Twitter do presidente dos Estados Unidos Barack Obama e da cantora pop Britney Spears reafirmou nesta sexta-feira (26) que não é um hacker mas um "bondoso pirata" cujo objetivo era expor as falhas de segurança.
 

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"Eu não agi com um objetivo destrutivo...eu queria adverti-los, mostrar as falhas do sistema", disse o técnico de computadores de 23 anos, que foi detido na terça-feira após uma operação realizada pela polícia e por agentes do FBI.
 

O rapaz de cabelos encaracolados que está desempregado, usava um par de pantufas adornadas com o personagem smiley (uma carinha amarela sorridente) na casa de seus pais, região central da França, e contou como invadiu o popular site de micro blog.
 

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François C., que falou com a agência France Presse com a condição de que seu sobrenome não fosse divulgado, é acusado de invadir contas no Twitter e do Google, dentre elas as usadas pelos presidente Obama e por Britney Spears.
 

Ele foi libertado sob fiança e deve comparecer ao tribunal no dia 24 de junho. Caso seja condenado por invasão de base de dados, pode ser condenado a até dois anos de prisão.
 

François escolheu o nome "Hacker Croll" do videogame Pacman, que ele adorava quando criança. Ele usou o pseudônimo online para divulgar seus ataques no Twitter, site que permite que seus usuários enviem mensagens de até 140 caracteres.
 

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Para invadir o Twitter, ele disse ter conseguido acesso às contas de e-mail dos funcionários da empresa ao "adivinhar suas senhas" ou conclui-las ao estudar suas páginas no Facebook, blogs ou outros sites.
 

Em abril do ano passado ele finalmente entrou nos códigos dos administradores do site e então invadiu contas de pessoas como Obama e copiou as páginas, que então postou em chats e fóruns, disse ele.
 

"Todo mundo achava que era uma piada até que o Twitter reclamou", disse ele.
 

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François, o mais velho de seis filhos, vive com seus pais em sua modesta casa em Beaumont, uma pequena cidade de 12 mil pessoas perto de Clermont-Ferrand, a cidade onde será julgado em junho.
 

Sua mãe disse à AFP que seu filho "sempre foi muito introvertido".
 

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"Eu não sei nada sobre computadores", disse ela. "Eu sei que ele passa muito tempo em seu computador, mas nunca pensei que terminaria assim."
 

François disse que não sai muito e passa até 10 hora por dia navegando na internet. "É minha única paixão", disse ele.
 

Seu pai deu a ele seu primeiro computador quando ele tinha oito anos. Ele começou a jogar videogames e a explorar a internet quanto tinha 14 anos.
 

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François atacou o Twitter simplesmente para mostrar "que grandes companhias não são mais seguras do que qualquer usuário da internet. Essa é a mensagem que eu queria passar".
 

"Eu não sou um hacker. Sou um pirata bondoso", disse François, que fez um curso de técnico em computador no ano passado mas não tem conseguido encontrar um emprego.
 

O promotor local Jean-Yves Coquillat concorda. "Ele não é um hacker no sentido clássico. Ele entrou na casa por uma porta que fora deixada aberta."
 

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Esta não é a primeira vez que François tem problemas com a lei. No ano passado ele foi condenado a oito meses de prisão, mas saiu em liberdade condicional, e a pagar uma pequena multa por participar de jogos de azar online com dinheiro que não pertencia a ele, disse a polícia.
 

O Twitter, sediado em São Francisco, não respondeu a um e-mail da AFP sobre a detenção de François e o FBI disse que estava analisando o relatório.

Em julho, o blog da empresa de tecnologia norte-americana TechCrunch.com relatou ter recebido um arquivo contendo 310 documentos confidenciais corporativos e pessoais do "Hacker Croll" referentes ao Twitter e a seus funcionários.

A TechCrunch disse que os documentos incluíam minutas de reuniões de executivos, acordos de parceria, projeções financeiras, calendários, registros telefônicos, projetos e outras informações.
 

O blog publicou alguns desses documentos.

O fundador do Twitter, Evan Williams, confirmou à TechCrunch, nas época, que os documentos foram obtidos, mas afirmou que o hacker não conseguiu acessar contas do Twitter.