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Premiê japonês diz que fará nova retratação a Seul por ocupação

Da Redação ·
 Novo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe pretende fazer um novo pedido de desculpas oficial à Coreia do Sul
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Novo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe pretende fazer um novo pedido de desculpas oficial à Coreia do Sul

 O novo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que pretende fazer um novo pedido de desculpas oficial à Coreia do Sul pelo período em que os japoneses ocuparam a península da Coreia no início do século 20.

O anúncio foi feito durante uma visita a Seul, onde o enviado do governo japonês, Fukushiro Nukaga, se encontrou com a presidente eleita sul-coreana, Park Geun-hye.

"Os dois lados precisam ter a visão correta da história e buscar um futuro de reconciliação. Para isso, é importante que Coreia e Japão tentem consolidar sua confiança", disse a futura mandatária.

Ela faz referência ao desejo sul-coreano de que o Japão reconheça seus excessos durante os 35 anos de ocupação, entre 1910 e 1945. Tóquio já assinou um pedido oficial de desculpas em 1995 e outro em 1993, em que se retratou sobre as acusações de estupro às mulheres coreanas.

Além do incidente histórico, a declaração tenta amenizar causada pela recente disputa por um grupo de ilhas no mar do Japão após a visita do atual presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

Devido ao conflito pelo arquipélago, chamado de Dokdo por Seul e Takeshima por Tóquio, foi cancelado um acordo de cooperação de defesa e a troca de US$ 57 bilhões em uma operação cambial.

Protestos

O encontro causou protestos no aeroporto de Gimpo, que serve a capital Seul, durante a chegada de Nukaga. Um homem de 63 anos se esfaqueou em protesto contra a visita do enviado japonês e foi levado a um hospital em estado grave.

Apesar do pedido de desculpas, a visita marcou acordos entre os países. Seul se comprometeu a extraditar o chinês Liu Qiang, condenado à morte no Japão por envolvimento no ataque com bombas incendiárias ao templo de Yasukuni, em 2011.

Os dois representantes ainda conversaram sobre a cooperação econômica e a situação da vizinha Coreia do Norte, que lançou um foguete ao espaço em dezembro.

A nova presidente sul-coreana também se comprometeu a não se envolver na disputa entre Japão, China e Taiwan pelas ilhas Senkaku/Diaoyu, no mar do Leste da China.
 

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