Geral

Neta de ex-presidente pede fim de rumores

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 28 de dezembro (Folhapress) - O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que se recupera em casa depois de uma longa internação no hospital, está alerta e brinca com os netos, segundo disse sua neta Zaziwe Manaway à rede CNN.

Mandela, 94, está ciente dos rumores de que ele estaria à beira da morte, disse Manaway.

"Isso absolutamente não é verdade. Meu avô está bem", ela disse. "Pode ser muito doloroso para nós ouvir essas mensagens na mídia social de que nosso avô vai para casa para morrer. É insensível."

Ela disse ainda que quer fazer um apelo às pessoas espalhando os rumores que parem, e que sejam mais sensíveis com a família e com Mandela.

"Meu avô ainda acorda de manhã, lê o jornal. Então, também sabe o que está sendo dito sobre ele", afirmou Manaway.

Mandela foi internado por infecção respiratória em 8 de dezembro e passou por uma cirurgia para retirada de pedras na vesícula.

"É importante que as pessoas se lembrem que de vez em quando ele precisa de cuidado e atenção médica. Estamos gratos por ele estar cercado pela melhor equipe médica. Ele está sendo muito bem cuidado, e está muito confortável e muito feliz."

Anteontem, um porta-voz do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse à imprensa que Mandela havia recebido alta do hospital e continuaria recebendo tratamento em casa.

Com a intenção de preservar sua vida privada, as autoridades divulgaram poucas informações nas últimas semanas. O retorno de Mandela a sua casa aconteceu de maneira discreta no dia 26 de dezembro, feriado na África do Sul.

Presidente sul-africano entre 1994 e 1999, Nelson Mandela passou 27 anos preso pela luta contra o regime do apartheid, que instaurou uma discriminação racial no país.

Foi libertado em 1990 e depois se tornou o primeiro presidente negro do país, após ter obtido em 1993 o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o último presidente do regime segregacionista, Frederick Willem de Klerk, por ter conduzido com sucesso as negociações para a democracia.
 

continua após publicidade