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Argentina mantém alerta laranja para vulcão Copahue

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 24 de dezembro (Folhapress) - O vulcão Copahue, situado na fronteira entre o Chile e a Argentina, diminuiu hoje sua atividade. Apesar disso, as autoridades argentinas mantiveram o alerta laranja para as comunidades vizinhas.

O alerta laranja prevê ativar mecanismos de prevenção, como estrutura logística e lugares possíveis para que os moradores deixem suas casas. Veículos já estão desde o domingo de prontidão para uma possível fuga.

Segundo a diretora da Defesa Civil de Neuquén, Maria Merlo, o último informe dos organismos especializados registrou que "a atividade do vulcão (2.965 metros) diminuiu" em relação à emissão de cinzas e vapor.

Merlo acrescentou que a atividade sísmica apresentava também "valores baixos", em declarações ao canal de TV a cabo TN.

No entanto, o Comitê Operacional de Emergências de Neuquén mantém "o alerta laranja, mas sem evacuações" dos moradores, uns 1.500 que vivem nesta região andina, 1.600 km a sudoeste de Buenos Aires, informou a funcionária.

Merlo explicou ainda que o alerta laranja "prevê mais atenção quanto à evolução do vulcão".

No Chile, o ministro da Mineração, Hernán Solminihac, disse que o vulcão "manteve a atividade de forma leve e a coluna de vapor e cinzas diminuiu a uma altura de 200 metros, de um máximo que superou 1 km de extensão".

Anteontem, o vulcão, que não tinha atividade desde o ano 2000, começou a cuspir uma coluna de cinzas na direção sudeste, rumo a território argentino.

O governo da Província argentina elevou ontem o grau de alerta diante da presença de lava na boca da cratera do vulcão e do lançamento de cinzas.

Na cidade de Copahue, vila turística de águas termais, vivem umas 500 pessoas, outras 900 na vizinha Caviahue e 800 mais nos arredores das comunidades mapuches (indígenas) assentadas na região.

A Defesa Civil provincial distribuiu máscaras e água potável para os moradores e permanece em alerta.

Vermelho

As autoridades informaram que o alerta passará a vermelho se o vulcão "lançar magma e pedra pomes, pondo em risco tanto o complexo termal, que está a seis quilômetros da boca, como a cidade de Caviahue, que está a nove quilômetros, ou as zonas rurais, quase todas ocupadas por mapuches criadores de gado".
 

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