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Em 2º noite de nova lei seca, SP tem 8 motoristas multados e 2 detidos

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 23 de dezembro (Folhapress) - Na segunda noite e madrugada de vigência das novas regras da lei seca, a Polícia Militar multou oito motoristas em São Paulo. Outros dois foram detidos e encaminhados para o 13º DP (Casa Verde) por apresentar alto nível alcoólico após serem submetidos ao teste do bafômetro. Ao todo, a polícia parou 111 motoristas, que realizaram o teste. Segundo a PM, nenhuma das pessoas abordadas recusaram fazer o teste. Ontem, um motorista de um Polo fugiu de uma das blitz da lei seca na avenida Atlântica, na região de Guarapiranga (zona sul de São Paulo). Nas duas noites em que a polícia fiscalizou os motoristas na capital paulista quatro pessoas foram detidas e 31 multadas após fazer o teste. As mudanças na lei seca endurecendo a fiscalização da embriaguez ao volante começaram a valer anteontem. A proposta, aprovada na terça-feira pelo Senado, torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro. Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses. Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação da embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei depende ainda de uma regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e a previsão é que isso seja publicado nos próximos dias. O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que puder ser admitida em tribunal. Antes da mudança, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool --a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue-, mesmo sem oferecer risco a terceiros, e o índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado legalmente a produzir prova contra si mesmo, é comum o motorista se recusar a passar por esses exames, ficando livre de acusações criminais. Além disso, a interpretação da lei vigente feita em março pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) dizia que só bafômetro e exame de sangue valiam como prova. Na prática, isso enfraqueceu a lei seca. Com a nova regra, o limite de 6 dg/L se torna apenas um dos meios de comprovar a embriaguez do motorista. O crime passaria a ser dirigir "com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência". Ao condutor será possível realizar a contraprova, ou seja, se submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu acima do limite permitido pela legislação. Ficam mantidas a suspensão do direito de dirigir por um ano para quem beber qualquer quantidade e o recolhimento da habilitação e do veículo.  

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