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Polícia reforça segurança em meio a onda de saques

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 21 de dezembro (Folhapress) - Milhares de policiais foram mobilizados hoje nas cidades da Argentina onde saques deixaram duas pessoas mortas e quase 100 feridas, além de centenas de prisões. O governo e sindicatos se acusam pela violência de quinta e sexta-feira, que aconteceram em meio a uma onda de fúria contra a administração da presidente Cristina Kirchner sobre o aumento dos crimes e a incerteza econômica. Em Rosario, um polo industrial e de exportação agrícola onde as duas pessoas morreram na sexta-feira, um oficial disse que uma operação especial de segurança continuará pelo menos até dia 1º de janeiro. Em Buenos Aires, o governador Daniel Sciolo afirmou à Radio Mitro que instruiu os oficiais a "aumentar as patrulhas e a presença das tropas na província". Cerca de 3.000 policiais foram mobilizados para os arredores da capital argentina, onde multidões saquearam lojas e supermercados na sexta-feira. O chefe de gabinete Juan Abal Medina acusou os caminhoneiros do poderoso sindicato CGT de participar dos saques. O líder da União, Hugo Moyano, rejeitou as acusações na rádio local considerando-as sem sentido e acusou o governo de orquestrar o conflito para "desacreditar e desqualificar os líderes que não estão de acordo com a política deles". O secretário de Segurança de Buenos Aires, Ricardo Casal, repudiou os saques na Província e informou que os detidos --mais de 300 só na capital-- serão investigados para saber se pertencem "a algum movimento social". Ele acrescentou que a agressão a um policial durante o saque a um supermercado teve resultados "quase trágicos". Soldados também foram enviados a Bariloche --cidade turística a 1.650 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires-- onde a multidão invadiu pelo menos dois supermercados anteontem. Foram roubados aparelhos de TV, bicicletas e aparelhos elétricos, disseram as testemunhas. Saques também foram relatados em cidades das províncias de Tucuman, Corrientes, Chaco, Misiones, Cordoba, e Rio Negro, na maioria dos casos com pessoas feridas e presas.  

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