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Paralisação de funcionários do Poupatempo da Lapa completa 10 dias

Da Redação ·

Por André Monteiro SÃO PAULO, SP, 20 de dezembro (Folhapress) - A greve dos funcionários terceirizados do Poupatempo da Lapa, na zona oeste de São Paulo, completou dez dias hoje sem perspectiva de encerramento. Com isso, o atendimento segue prejudicado no posto, aberto em março. Apesar de reforços, apenas 169 dos 380 funcionários necessários estão trabalhando. A média diária de atendimento caiu - geralmente 2.600, hoje foram apenas 1.275. Uma audiência realizada hoje no Tribunal Regional do Trabalho terminou sem acordo. O Sindeepres, sindicato que representa os atendentes, pede a elevação do salário de R$ 665 para R$ 953. A entidade diz que os funcionários da Lapa têm o pior salário entre as 31 unidades do Poupatempo em todo o Estado. O consórcio que opera a unidade, liderado pela empresa Terracom, oferece salário de R$ 712. Na audiência, a desembargadora Odette Silveira de Moraes negou pedido feito pelo consórcio para que 30% dos empregados voltassem ao trabalho, sob pena de multa diária ao sindicato de R$ 50 mil. Ela entendeu que os serviços prestados não são essenciais. O caso será analisado por um relator sorteado após o fim do recesso do Judiciário, em 8 de janeiro. O Ministério Público do Trabalho propôs que os funcionários voltassem ao trabalho e que a Secretaria Estadual de Gestão Pública, responsável pelo programa Poupatempo, compareça à próxima audiência. Os funcionários negaram o retorno, mas aceitaram a presença da secretaria. Em nota, a secretaria afirma que está monitorado a situação, "visando garantir que a unidade continue prestando serviços à população". Também afirma que "irá comparecer às audiências se notificada, e só irá se manifestar oficialmente após tomar conhecimento de todo o processo". O consórcio pode ser punido pela secretaria, mas eventuais medidas só serão divulgadas "após o término da greve, quando for possível identificar os danos causados".  

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