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Com previsão de pouca chuva, governo vai ampliar auxílio à região na seca

Da Redação ·





Por Dimmi Amora

BRASÍLIA, DF, 19 de dezembro (Folhapress) - Com prognóstico de que o período de chuvas no Nordeste terá um nível abaixo do normal nos próximo meses, o governo vai anunciar amanhã mais medidas de apoio à região que sofre uma das piores secas das últimas quatro décadas.

Segundo o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, o governo vai apresentar um balanço das ações já realizadas para minimizar os efeitos da longa estiagem na região, que tem mais de 1,3 mil municípios em estado de emergência, e anunciar a ampliação de algumas políticas ou novos projetos.

Entre as medidas a serem anunciadas, está um melhor controle dos carros pipas que levam água às regiões afetadas, com um controle por cartões que serão dados aos moradores da região para controlar a passagem do carro. Segundo o ministro, aumentou o número de reclamações de atraso na entrega. Isso está ocorrendo porque a distância entre os locais de captação de água e os locais de consumo está ficando maior e os carros têm que transitar por mais tempo.

Outra medida é o aumento da quantidade de milho disponível a preço subsidiado para os pequenos agricultores da região (R$ 18 a saca). Segundo Bezerra, a venda do milho a preço mais barato é opção para tentar evitar a perda de gado por pequenos agricultores devido à falta de pasto.

O governo também deverá anunciar um aumento na quantidade de cisternas que serão instaladas nas residências. O ministério da Integração ficou responsável por instalar 60 mil cisternas de polietileno até setembro desse ano. Mas, a instalação ainda não foi concluída. Segundo o ministro, isso deverá ocorrer até fevereiro e que a meta de ter 1,1 milhão de cisternas na região até 2014 será cumprida.

"Estamos agora instalando 2,5 mil cisternas por semana", afirmou o ministro.

Bezerra também afirmou que, em relação à Transposição do São Francisco, a obra deverá estar com todas as licitações necessárias para que ela seja encerrada até fevereiro. Segundo o ministro, 24% da obra precisa de novos contratos. Bezerra afirmou que os atrasos na construção da Transposição, que estava prevista para estar totalmente pronta esse ano, são naturais para uma grande obra.

"A média no mundo para fazer uma obra desse porte é de 25 anos. Não é como fazer bolo de goma, não", disse o ministro.
 

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