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Nacionalistas e independentistas firmam acordo na Catalunha

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 18 de dezembro (Folhapress) - O presidente da região espanhola da Catalunha, Artur Mas, do partido nacionalista CiU, entrou em acordo com a oposição independente do ERC para convocar um referendo de autodeterminação em 2014, informaram ambos os partidos.

O acordo contém uma cláusula que permite adiar o referendo de mútuo acordo por causas justificadas.

Segundo Sergi Sol, chefe de imprensa do ERC, "o único motivo que poderia adiar a convocatória é que caia uma bomba atômica".

O líder de ERC, Oriol Junqueras, assinalou que o documento contempla aprovar uma lei catalã de consultas, antes de convocar o referendo sobre uma possível autodeterminação desta região do nordeste espanhol.

Está previsto que CiU e ERC formalizem o acordo amanhã no Parlamento regional, onde se convocará formalmente um plenário de posse para quinta-feira e sexta-feira, que permitirá a Mas seguir à frente do governo autônomo.

Os nacionalistas do CiU e os independentes do ERC negociavam essa e outras questões desde que as eleições regionais de 25 de novembro deixaram os primeiros sem maioria suficiente no Parlamento catalão e transformaram os independentes como segunda força política da Câmara.

Os nacionalistas de centro-direita do partido Convergência e União (CiU), liderado por Artur Mas, ganharam as eleições, mas perderam 12 cadeiras e ficaram muito longe da maioria absoluta que buscavam, o que lhes obrigou a pactuar com outras forças para poder governar.

Mas, que tinha uma folgada maioria de 62 deputados em um Parlamento de 135 cadeiras, ficou com 50 parlamentares após antecipar em dois anos o pleito para iniciar um processo que contempla a convocação de um referendo sobre o status futuro da Catalunha com relação à Espanha.

Os independentistas do ERC, por sua vez, dobraram sua presença, com 21 cadeiras. Essa formação de esquerda e independentista não compartilha a política de cortes e austeridade aplicada pelo Governo de Artur Mas.

Junqueras afirmou não querer entrar em um governo de coalizão, mas prometeu seu apoio ao CiU como líder da oposição. "Há um acordo total sobre a consulta e a reunião foi muito bem (...) haverá um acordo que garantirá a força e a estabilidade do governo da Catalunha", declarou aos jornalistas no final do encontro com Mas.






 

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