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Cresce registro de crianças e aumenta número de mães mais velhas

Da Redação ·

Por Pedro Soares RIO DE JANEIRO, RJ, 17 de dezembro (Folhapress) - Em paralelo à queda da fecundidade, as mulheres passaram a ter filhos mais tarde e um número maior de casais registrou as crianças até o primeiro ano de nascimento, num sinal de melhora da identificação das pessoas no país. Segundo dados da pesquisa "Estatísticas do Registro Civil", divulgada pelo IBGE hoje, em 2011, na análise dos dados por lugar de residência da mãe, 202 636 registros foram extemporâneos -feitos após um ano de nascimento da criança. Houve redução do total desses registros no Brasil, passando de 7,1% em 2010 para 6,7% em 2011. Isso indica, diz o IBGE, que "é cada vez menor o estoque de populações sem o registro de nascimento", direito assegurado no Brasil. Destaca-se, diz o IBGE, a redução dos registros fora do prazo no Maranhão e no Amazonas, respectivamente, de 69%, em 2001, para 16%, em 2011 e de 60,4%, em 2001 para 26,2%, em 2011. Houve recuo em todas as unidades da Federação, exceto em Rondônia e Mato Grosso do Sul, onde foram realizados mutirões de registro civil da população indígena, elevando os totais de registros de pessoas mais velhas. Maternidade tardia Os dados mostram ainda que as mulheres passaram a ter seus filhos mais velhas. Em todo o país, o percentual de mulheres que foram mães entre 15 e 19 anos caiu de 20,9% do total para 17,7% entre 2001 e 2011. Nesse intervalo, o total de mães na faixa de 30 a 34 anos aumentou de 14,4% para 18,3%. Permanece, porém, uma significativa diferença regional. Distrito Federal, Rio Grande do Sul e São Paulo foram as unidades da Federação que tiveram os maiores percentuais de registros de mães com idade entre 35 e 39 anos, respectivamente, 11,5%, 11,2% e 10,8% em 2011. Em contrapartida, os destaques no Maranhão, Pará, Tocantins e Alagoas foram os grupos etários de menos de 15 anos, 15 a 19 anos e 20 a 24 anos, que, somados, foram as mais elevados no total, com respectivamente 57,7%, 57,4%, 53,7% e 53,7%.  

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