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Ministério diz que China invadiu espaço aéreo de ilhas disputadas

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 13 de dezembro (Folhapress) - O Ministério da Defesa do Japão afirmou hoje que um avião chinês sobrevoou um arquipélago disputado entre Tóquio e Pequim. As autoridades chinesas dizem que a manobra das aeronaves de vigilância foi normal. Os dois países disputam com Taiwan o controle das ilhas, chamadas de Senkaku pelos japoneses, Diaoyu pelos chineses e Tiaoyutai pelos taiwaneses. Os governos acreditam que o arquipélago, pertencente a um proprietário japonês, tenha reservas de gás natural e petróleo. O porta-voz do ministério, Osamu Fujimura, disse que a aeronave chinesa entrou no espaço aéreo em disputa, no mar do Leste da China, por volta das 11h locais (0h em Brasília). Tóquio encarou a manobra como invasão de seu espaço aéreo. A Força Aérea de Autodefesa enviou minutos depois caças F-15 à região para repelir os aviões de patrulha chineses, segundo o porta-voz. O Ministério de Relações Exteriores japonês fez um protesto formal à China por causa do incidente. Em resposta, o porta-voz da Chancelaria chinesa, Hong Lei, considerou a manobra "perfeitamente normal". Horas antes, Pequim enviou quatro navios de patrulha à região do arquipélago, que também foram repelidos por patrulhas japonesas. Compra Em setembro, o Japão anunciou ter comprado as ilhas, que pertenciam a um dono particular japonês e eram patrulhadas pela Guarda Costeira do país. Na época, o então vice-presidente chinês e futuro mandatário do país, Xi Jinping, chamou a transação de "farsa". "O Japão deveria moderar seu comportamento e interromper quaisquer palavras e atos que abalem a soberania e a integridade territorial da China." Essa disputa com o Japão provocou uma série de manifestações em cidades chinesas, algumas violentas. Milhares de pessoas protestaram em frente a representações diplomáticas de Tóquio e depredaram carros e empresas de origem japonesa. Temendo retaliação, as multinacionais nipônicas suspenderam suas atividades, entre elas Panasonic, Toyota, Nissan e Honda. As vendas locais também foram prejudicadas por um boicote. Desde então, os dois países continuaram as disputas, mas com manifestações menos intensas.  

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