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Orquestra Sinfônica Brasileira vai inaugurar a Cidade das Artes em março

Da Redação ·





RIO DE JANEIRO, RJ, 11 de dezembro (Folhapress) - A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) vai fazer o concerto de inauguração da Cidade das Artes em março, disse hoje à reportagem Eleazar de Carvalho Filho, presidente da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira. A data do concerto ainda não está definida, segundo o presidente da Fosb. A orquestra vai se apresentar também no festival Rock in Rio, marcado para setembro.

A Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, começou a ser construída em 2002, com previsão inicial de ser inaugurada em 2008. A partir de janeiro, a casa deverá ser aberta em regime de "soft opening", com apresentações do musical "Rock in Rio".

Na noite de hoje a orquestra se apresentou no Theatro Municipal do Rio em um concerto regido pelo maestro Roberto Minczuk, que serviu também como uma espécie de balanço do ano.

O presidente da entidade disse que, com um público de 180 mil pessoas durante o ano ao longo de 110 apresentações, a crise pela qual a OSB passou em 2011 é passado.

"Se nós olharmos para o passado com todos os erros e acertos que nós sabemos que existiram, o fato é que a institução só pode dar um passo a frente e, mesmo em crise, concluir o ano pela tradição que tem. Se não fossem os 70 anos e um desejo de todos para que ela continuasse, isso não teria acontecido num prazo tão curto", afirmou Carvalho Filho.

Ricardo Levisky, superintendente da Fundação OSB, contou que outro desafio de crescimento da orquestra é o orçamento, que atualmente é de R$ 40 milhões. O ideal, segundo ele, é que o valor chegasse aos R$ 50 milhões, mas em 2005 eram apenas R$ 5 milhões.

Os dois dirigentes negaram que exista qualquer intenção de acabar com o corpo orquestral Ópera e Repertório, criado após a crise na qual músicos se rebelaram contra a decisão do maestro Minczuk de submetê-los a audiências de avaliação. A desavença culminou com a demissão, por justa causa, de vários músicos. Alguns foram, mais tarde, readmitidos, formando então o Ópera e Repertório, espécie de "mini-OSB".

"As duas temporadas [da OSB e da Ópera e Repertório] e as assinaturas estão sendo anunciadas de maneira conjunta", afirmou Eleazar de Carvalho Filho.

"Tenho certeza que isso [duas temporadas] pode ser feito pelos dois corpos orquestrais. Embora seja uma instituição só, ambos precisam apresentar um programa de qualidade. Os músicos entendem isso. Eu acho que nós evoluímos bastante, foi muito importante para que se tivesse uma boa temporada depois do ano passado, que foi uma temporada muito difícil", afirmou.
 

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