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Fundador do WikiLeaks teme nunca mais poder deixar embaixada do Equador

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 9 de dezembro (Folhapress) - O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres há quase seis meses para evitar sua extradição para a Suécia, disse que acredita na possibilidade de não poder sair nunca mais do local onde está abrigado.

Em uma entrevista ao jornal britânico "The Guardian" o australiano falou de diversos temas, como a sua rotina na embaixada e da postura da Suécia, que quer interrogá-lo sobre supostos abusos sexuais cometidos no país.

Assange está refugiado desde 19 de junho, quando o governo de Rafael Correa lhe concedeu asilo diplomático. O Reino Unido diz que se ele sair da embaixada terá a obrigação legal de extraditá-lo para a Suécia.

Ele teme que a Suécia o entregue aos Estados Unidos, onde seria punido com a pena de morte por espionagem - no caso do megavazamento de documentos governamentais pelo WikiLeaks.

Sobre o asilo, disse que reconhece que poderá ter que ficar na embaixada para sempre e afirmou sentir falta da sua família. "Alguns de meus familiares tiveram que mudar de identidade e endereço porque sofreram ameaças de morte de quem tentava me atacar", disse.

 

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