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Usuários do Into agendarão consultas pelo Sisreg, diz ministro

Da Redação ·

Por Mario Hugo Monken RIO DE JANEIRO, RJ, 8 de dezembro (Folhapress) - Dias após enormes filas terem sido formadas em frente ao Into (Instituto Nacional de Traumotologia e Ortopedia), no Rio de Janeiro, para marcação de consultas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou na manhã de hoje o hospital e trouxe detalhes sobre as medidas tomadas para resolver o problema, como também para diminuir o tempo de espera para cirurgias. Padilha admitiu que critérios de avaliação clínica estão sendo estabelecidos para definir quais pessoas que estão aguardando por cirurgias terão prioridade. Atualmente, 21 mil pacientes estão na fila esperando ser operadas. O ministro afirmou que o Into foi interligado ao Sistema de Regulação do Rio (Sisreg). Com isso, as pessoas que quiserem marcar suas consultas não precisarão mais ir ao Instituto. Para quem mora na capital fluminense, bastará se dirigir aos postos de saúde e clínicas da família que o sistema, de acordo com o perfil do paciente, agendará o atendimento em hospital especializado em traumo-ortopedia. Quem vive em outros municípios do Estado, deve procurar às secretarias municipais de Saúde. "O sistema de agendamento de consultas era arcaico. Estamos mudando para evitar expôr as pessoas e reduzir o sofrimento delas", disse o ministro Para as pessoas que já passaram pela triagem do Into, foi criado um sistema de busca ativa dos pacientes. Segundo o ministro, são 55 profissionais que estão telefonando para essas pessoas e agendando o próximo atendimento no hospital federal, sem a necessidade de que o paciente forme filas para marcar novas consultas. De quinta-feira até as 20h de ontem, 2.226 pessoas já haviam sido contatadas. Sobre as cirurgias, Padilha disse que vai ampliar para dez o número de salas que realizarão operações aos sábados. Com isso, ele acredita que realizará mais 5.600 procedimentos este ano. Só hoje, estavam previstas 30 cirurgias no Into. Com as novas salas, a média deve ficar entre 45 e 50. De acordo com o ministro, de janeiro a novembro, o Into realizou cerca de 7 mil cirurgias, 22% a mais do que o mesmo período de 2010 e 180 mil consultas, 74% a mais do que há dois anos. Segundo Padilha, bônus serão oferecidos aos médicos.  

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