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Uma pessoa é agredida por dia no metrô

Da Redação ·

Por Rita Donato SÃO PAULO, SP, 6 de dezembro (Folhapress) - Uma pessoa fica ferida por dia após ser agredida nas estações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Até outubro deste ano, a Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano) registrou 302 casos de passageiros agredidos em brigas provocadas pelos próprios usuários. Em 2011, foram contabilizadas 331 ocorrências no mesmo período. Os horários de maior incidência são das 7h às 9h no Metrô, e das 5h às 8h30 na CPTM. O final da tarde e depois das 22h também têm mais ocorrências. Delegada da Delpom, Analice Corrêa liga os casos de lesões corporais à superlotação. "Muita gente ao mesmo tempo gera atritos, sobretudo no embarque e desembarque, e por conta de lugar para sentar." Segundo Analice, 80% dos casos são simples e não são registrados. O comerciante Geraldo Ribeiro Aguiar, 39 anos, faz parte desse grupo. Em fevereiro, Aguiar teve uma discussão com um estudante, mas o caso não foi levado à delegacia. "Um rapaz impediu minha mãe, de 79 anos, de entrar no trem. Eu o agredi verbalmente e fisicamente", conta. O tumulto foi controlado e o adolescente não prestou queixa. A auxiliar de limpeza Maria Auxiliadora de Jesus, 41 anos, presta serviço no Metrô há cinco anos e afirma que agressões entre passageiros são comuns. "Pessoas atrasadas se irritam, porque não conseguem entrar e sair do vagão e partem para a agressão desnecessária." Outro lado A Secretaria dos Transportes Metropolitanos esclareceu que a Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano) é responsável por se manifestar sobre assuntos relacionados à segurança no sistema metroferroviário. Na avaliação da delegada Analice Corrêa, a questão é cultural. "A falta consciência dos passageiros é o grande problema". A Secretaria da Segurança Pública ressaltou o fato de as ocorrências de lesões corporais diminuírem em um ano.  

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