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Julgamento do ex-goleiro Bruno é desmembrado

Da Redação ·
A juíza Marixa Rodigues aceitou o pedido e marcou para 21 de janeiro o novo julgamento
fonte: Arquivo
A juíza Marixa Rodigues aceitou o pedido e marcou para 21 de janeiro o novo julgamento

CONTAGEM, MG, 21 de novembro (Folhapress) - O goleiro Bruno, acusado do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, apresentou novos advogados de defesa e pediu o desmembramento de seu julgamento no início do terceiro dia de audiência, no fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A juíza Marixa Rodigues aceitou o pedido e marcou para 21 de janeiro o novo julgamento.



Acompanhe a cobertura completa do julgamento do goleiro Bruno



O goleiro pediu a palavra logo no início da sessão e apresentou o advogado Lucio Adolfo da Silva e outros quatros defensores. Feito as apresentações, o goleiro pediu o desmembramento do julgamento para que Silva fique a par do caso.



A juíza deve decidir ainda hoje se aceita ou não o pedido de impugnação de cinco a seis testemunhas das defesas por "quebra de incomunicabilidade".



Segundo o promotor Henry Wagner Castro, as testemunhas se comunicavam no hotel por telefones celulares. Ontem foi feito um boletim de ocorrência que será apresentado à juíza. Os nomes das testemunhas ainda não foram divulgados.



Após a decisão, os jurados deverão ouvir os depoimentos das primeiras testemunhas de defesa.



Dos cincos acusados, apenas três estarão no banco dos réus nesta terça-feira --Bruno, Luiz Henrique Romão (o Macarrão) e Fernanda Castro (ex-namorado do goleiro).

Goleiro Bruno

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Juliana Flister - 20.nov.12/Reuters

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Bruno e Dayanne durante segundo dia de julgamento em Contagem, em Minas Gerais



JULGAMENTO



O julgamento começou na segunda-feira (19) com cinco réus --o goleiro Bruno, seu ex-secretário Luiz Henrique Romão, o Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a ex-mulher de Bruno, Dayanne Souza, e a ex-namorada Fernanda Castro-- mas foi reduzido para três.



Bola foi excluído do júri logo no primeiro dia para apresentar novos advogados após a desistência de seus dois defensores, Ércio Quaresma e Zanone Oliveira. O ex-policial recusou a indicação de um defensor público.



No segundo dia de julgamento, Bruno dispensou o advogado, Rui Pimenta, de sua defesa.



A tentativa do goleiro de destituir também seu advogado, Francisco Samim, culminou no desmembramento do julgamento da ex-mulher de Bruno, Dayanne, que deverá ir à júri junto com Bola em data ainda não marcada.



Até a tarde de terça-feira, foram ouvidas quatro testemunhas da acusação. O ex-motorista de Bruno, Cleiton da Silva Gonçalves, confirmou em depoimento ter ouvido Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, dizer que Eliza "já era" e que seu corpo havia sido jogado para cães.



A delegada Ana Maria Santos, que trabalhou na investigação do caso foi ouvida ontem. Ela revelou detalhes depoimento do primo Bruno, Jorge Luiz Rosa, dado à polícia em 2010. Segundo Rosa, Eliza foi amarrada e chutada antes de ser morta.



À tarde foi a vez do depoimento do preso Jaílson Alves de Oliveira, que confirmou ter ouvido Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, confessar que teria matado Eliza.


 

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