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Republicanos devem dominar Câmara; democratas, Senado, apontam projeções

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 7 de novembro (Folhapress) - Os republicanos devem manter o seu domínio sobre a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados) enquanto os democratas, sua maioria no Senado, indicam pesquisas de boca de urna divulgadas hoje. Além de escolher o próximo presidente dos EUA, os americanos também votaram para renovar a totalidade da Câmara (435 cadeiras) e um terço do Senado (33 cadeiras). À semelhança do brasileiro, o Congresso americano é bastante criticado pela população. Mesmo assim, algumas personalidades políticas tradicionais devem manter os seus postos nas duas Casas. Sondagens indicavam que o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o republicano John Boehner, presidente da Câmara, vão manter suas posições no Legislativa americano. O cenário indica que o próximo presidente, não importa se Obama ou Romney, vai enfrentar um Congresso dividido e polarizado, o que vai exigir negociações complicadas para aprovar matérias de interesse da Casa Branca, como o democrata já experimentou em seu mandato. A reforma do sistema de saúde é o melhor exemplo. Enquanto a lei foi revogada pela Câmara, de maioria republicana, foi aprovada em seguida pelo Senado, de predominância democrata. Senadora O Estado de Wisconsin elegeu ontem a primeira senadora abertamente gay dos EUA. De acordo com pesquisas boca de urna, Tammy Baldwin, deputada democrata, levou a vaga no Senado vencendo o ex-governador republicano Tommy Thompson por 51% a 47%. Baldwin deve substituir a também democrata Herb Kohl. Wisconsin, no norte, é um dos Estados-pêndulo: varia a preferência entre democratas e republicanos a cada votação. O presidente Barack Obama liderava as projeções no Estado. Baldwin é abertamente lésbica, mas o ponto central de sua campanha não teve relação com o tema. Ela usou as inserções pagas na TV para colar no adversário o rótulo de inimigo da reforma no sistema de saúde aprovada pelo atual governo. Da ala à esquerda do Partido Democrata, Baldwin votou contra a invasão do Iraque, em 2003.  

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