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Em julgamento, Cepollina insinua que PM matou coronel Ubiratan

Da Redação ·

Por Leandro Machado e Ricardo Gallo SÃO PAULO, SP, 6 de novembro (Folhapress) - Carla Cepollina insinuou hoje que o assassinato do coronel Ubiratan possa ter sido executado por um policial militar que assessorava o então deputado estadual candidato à reeleição em 2006. O policial em questão era o chefe de campanha de Ubiratan, o coronel da reserva Gerson Vitória. A acusada deu três razões que, segundo ela, indicam a participação do subordinado no crime. Segundo Carla, Ubiratan havia dado um tapa no rosto de Vitória dias antes de morrer. Em depoimento durante o processo, o subordinado falou que tivera uma discussão com Ubiratan e que decidira se afastar da campanha em razão disso. Gerson Vitória morreu cerca de um mês atrás, de câncer e era o melhor amigo do coronel, segundo um familiar de Ubiratan. Esse mesmo familiar, que pediu anonimato à reportagem, disse não acreditar nessa versão. Ubiratan, diz Carla, suspeitava de desvio de dinheiro de sua campanha; a acusada novamente insinuou que Vitória poderia estar por trás disso. O tiro que atingiu Ubiratan foi certeiro, no peito, "de profissional", atingindo órgãos vitais e causando perda de sangue. O julgamento continuará amanhã, com debate entre defesa e acusação. Em seguida os jurados se reúnem para decidir se ela é culpada ou inocente. Por fim, o juiz estabelece a sentença. Para o juiz aposentado Luiz Flávio Gomes, a pena ficará entre 12 e 30 anos se Carla for condenada por homicídio triplamente qualificado. Há a possibilidade ainda, diz o juiz, de que ela seja absolvida por não haver prova direta - isto é, não há como comprovar que ela tenha cometido o crime.  

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