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Falta de energia atinge fórum e atrasa júri de Cepollina

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 6 de novembro (Folhapress) - O segundo dia de julgamento de Carla Cepollina, que estava programado para começar às 12h, ainda não tinha começado por volta das 12h30 devido à falta de energia que atingia o Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

A falta de luz no fórum começou por volta das 9h, mas, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, não prejudicou nenhuma audiência, pois nenhuma estava marcada para o período da manhã. A sala em que ocorreria a sessão do caso de Cepollina não possui iluminação ou ventilação natural.

Procurada pela reportagem, a assessoria da AES Eletropaulo afirmou que os técnicos já estavam no local por volta das 12h30, mas ainda não tinham informações do que teria provocado o problema. Ela acrescentou, no entanto, que nenhum outro ponto da região era afetado pela falta de energia.

Cepollina é acusada de matar em 2006 o então namorado, o coronel Ubiratan Guimarães, comandante do Massacre do Carandiru e será julgada por homicídio triplamente qualificado (por crueldade, motivo fútil e sem chance de defesa).

Julgamento

Esse será o segundo dia de julgamento de Carla Cepollina. No primeiro dia, ocorrido ontem, ela foi expulsa durante a sessão após se revoltar contra uma testemunha que prestava depoimento.

Na ocasião, o delegado Marco Antonio Olivato que investigou o caso a época do crime estava sendo ouvido, e negou ter chantageado Cepollina. Neste momento, ela se exaltou e interrompeu o depoimento, afirmando que ele "falou sim". Com isso, o juiz determinou sua retirada da sessão.

Crime

Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, o coronel Ubiratan foi baleado em seu apartamento, nos Jardins (zona oeste), no dia 9 de setembro de 2006.

A investigação da polícia apontou Cepollina como única responsável pelo crime. Ela foi a última pessoa a ser vista entrando no apartamento, e, segundo a polícia, sua motivação seria o ciúme.

Ela foi indiciada pela polícia e denunciada pelo Ministério Público sob a acusação de homicídio duplamente qualificado --por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
 

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