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Da Redação ·

Bombas de fabricação caseira deixam dois mortos no Bahrein SÃO PAULO, SP, 5 de novembro (Folhapress) - Pelo menos duas pessoas morreram na explosão de cinco bombas no centro de Manama, capital do Bahrein. O ataque foi um dos poucos a atingir civis durante os protestos de opositores contra o rei do país, Hamad bin Isa al Khalifa. As explosões aconteceram nos bairros de Qudaibiya e Adliya. Segundo a polícia, os terroristas usaram bombas de fabricação caseira. Um dos alvos foi um cinema, onde dois garis de origem estrangeira morreram. Desde o início dos protestos, em fevereiro de 2011, 85 pessoas morreram, a maioria em confrontos com a polícia. Dessas mortes, pelo menos 50 foram registradas após o fim da lei marcial, em junho do ano passado. O rei Hamad bin Isa al Khalifa, de origem sunita, comanda o país, que é de maioria xiita. A manutenção na ordem no Bahrein é uma das prioridades dos Estados Unidos, já que o país é a sede da Quinta Frota da Marinha americana. Coreia do Sul detecta peças não autorizadas em usinas nucleares SÃO PAULO, SP, 5 de novembro (Folhapress) - A Coreia do Sul revelou hoje que, durante os últimos anos, vários fornecedores enviaram peças não autorizadas aos reatores nucleares do país, falsificando garantias de qualidade. O governo, no entanto, diz que não há risco para a segurança da população, pois as peças não são relacionadas ao mecanismo de reatores. Desde 2003, 7.862 peças tiveram garantias falsificadas. Dois reatores da central nuclear de Yeonggwang (330 km da capital da Coreia do Sul), que concentra as peças não autorizadas, foram fechados para que as peças sejam trocadas até o final do ano, o que, segundo o governo, causará falta de energia no país. Hoje, 35% da energia da Coreia do Sul vem de fontes nucleares. O governo lamentou o episódio e afirmou que fará o possível para corrigir o problema. Em atrito com China, Japão faz exercícios militares com EUA SÃO PAULO, SP, 5 de novembro (Folhapress) - As Forças Armadas japonesas iniciaram hoje uma série de exercícios militares com o Exército dos Estados Unidos na ilha de Okinawa, no sudeste japonês. As manobras acontecem em meio à tensão criada pela disputa de um arquipélago com a China. O treinamento faz parte da cooperação entre os dois países. Para os exercícios conjuntos, o Japão mobilizou cerca de 37 mil soldados e cinco navios da Marinha. Os EUA terão um contingente de dez mil soldados e um porta-aviões. A manobra tem como objetivo o fortalecimento da defesa do arquipélago japonês de Okinawa, que abriga uma base americana. Além disso, Okinawa administra as ilhas Diaoyu (Senkaku para os japoneses), no mar do Leste da China, disputadas com os chineses e também com Taiwan. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hong Lei, criticou a medida, dizendo que os exercícios militares não conduzem à confiança entre os dois países. "Esperamos que esses países façam maiores esforços pela paz e a estabilidade na região". A tensão entre os dois países chegou a um ponto máximo nas últimas semanas em função da nacionalização de três ilhotas pelo Japão.  

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