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Escolas têm dificuldade em reabrir

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 5 de novembro (Folhapress) - Uma semana após a passagem da tempestade Sandy pela costa leste dos Estados Unidos, as escolas públicas locais estão encontrando dificuldade para reabrir e retomar seu funcionamento normal. Em Nova York, 57 escolas estão muito danificadas para reabrir, segundo o jornal americano "New York Times". Vinte e nove delas estão sem energia elétrica. De acordo com as contas do diário, isso significa que um total de 34 mil estudantes terão de encontrar novas instalações para estudar, ao menos provisoriamente. Oito prédios de escolas públicas serviram como abrigos durante a passagem de Sandy e estão preparados para reabrir na quarta-feira. De acordo com o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, o Departamento da Educação municipal entrou em contato com o 1,1 milhão de estudantes da rede pública em Nova York e informou, um por um, a situação de suas escolas. A situação mais dramática se dá no distrito de Staten Island, região mais afetada por Sandy na cidade. A escola Wagner High School, em que estudam cerca de 3.400 alunos, não sabe quando poderá retomar as atividades porque muitas das pessoas lá abrigadas não têm mais para onde ir. Em Nova Jersey, cerca de 300 das 589 escolas locais permanecem fechadas. Moradia Segundo Bloomberg, entre 30 mil e 40 mil pessoas necessitam de auxílio para moradia em Nova York, já que suas casas foram muito danificadas durante a passagem da tempestade e ainda estão sem luz. Ele prometeu tomar medidas urgentes, principalmente porque uma onda de frio assola a região. De acordo com a Cruz Vermelha americana, mais de 10 mil pessoas passaram a noite de sábado em abrigos. A organização prometeu enviar 80 mil cobertores para ajudar os desabrigados a se esquentarem. Até mesmo o governador de Nova Jersey, Chris Christie, diz que está sem energia elétrica em casa. Ele pediu paciência aos moradores do seu Estado. Staten Island A tempestade Sandy deixou ao menos 112 mortos nos Estados Unidos, além de um grande rastro de destruição. Fora dos EUA, Sandy causou uma morte no Canadá e 67 no Caribe, principalmente em Cuba e no Haiti. Na cidade de Nova York, morreram 40 pessoas, a metade delas em Staten Island. Os moradores da região seguem revoltados com as autoridades, que acusam de terem se esquecido deles. A presidente da Cruz Vermelha americana, Gail McGovern, disse à emissora CNN que não considera válidas as críticas, embora as compreenda. "Nós enviamos veículos de emergência para Staten Island antes que eles pedissem por ajuda. Mas eu entendo totalmente porque as pessoas estão frustradas." Ela disse que a organização está mandando voluntários de todo país para o distrito, mas que eles podem demorar para chegar por causa das estradas danificadas. Acrescentou também que passou o domingo trabalhando em Staten Island.  

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