Geral

Rebeldes atacam base aérea militar no norte do país

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 3 de novembro (Folhapress) - Grupos de rebeldes sírios armados atacaram hoje a base aérea militar de Taftanaz, no norte do país. A base fica em Idleb, próxima à fronteira com a Turquia, e é considerada um ponto estratégico essencial para as Forças Armadas sírias. Os insurgentes postaram vídeos na internet mostrando seus ataques para obter o controle da base aérea de Taftanaz. A localidade é estratégica porque fica entre duas das maiores cidades da Síria, Aleppo e Damasco. Como os ataques aéreos por parte do regime se intensificaram nas últimas semanas, dominar a base pode ser um golpe duro contra as forças do ditador Bashar Assad. O aeroporto de Taftanaz tem sido empregado pelo regime de Assad para lançar ataques aéreos por toda a região de Idleb. Os rebeldes já tentaram tomar o controle do aeroporto em outras oportunidades. Ontem, os rebeldes anunciaram que haviam se apossado de Saraqeb, outra cidade da região. A organização não governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou que os enfrentamentos entre rebeldes e militares foram intensos em Taftanaz. A ONG afirma que fazendas locais foram destruídas devido aos ataques aéreos do regime, que tentava responder aos morteiros e foguetes lançados pelos insurgentes. De acordo com as informações do Observatório, depois do enfrentamento, os rebeldes deixaram a base de Taftanaz, matando ao menos oito soldados e saqueando muita munição. O regime não reconheceu oficialmente essas baixas. Crise prolongada O conflito na Síria, no qual grupos rebeldes armados tentam remover o ditador Bashar Assad do poder, já dura 19 meses. Cerca de 35 mil pessoas já morreram como consequência da crise até o momento. Muitas violações de direitos humanos são cometidas por ambas as partes. Ontem, um polêmico vídeo em que rebeldes executavam soldados do regime sírio causou repúdio à Anistia Internacional e à Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU disse que irá investigar o caso, pois acredita se tratar de crime de guerra.  

continua após publicidade