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Prefeito de NY anuncia apoio à candidatura de Obama

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 1 de novembro (Folhapress) - O ex-democrata e ex-republicano Michael Bloomberg, atual prefeito de Nova York, anunciou hoje seu apoio à candidatura do democrata Barack Obama, que tenta a reeleição.

A posição foi publicada em um editorial da agência de notícias financeiras Bloomberg, do qual o prefeito é o maior acionista.

Intitulado "Um voto por um presidente para liderar a mudança do clima", o artigo em que o político manifesta sua opção compara Obama a seu rival republicano Mitt Romney, sem poupar críticas a nenhum dos dois.

"Se a versão 1994 ou 2003 de Mitt Romney estivesse concorrendo à Presidência, eu provavelmente votaria nele", escreve Bloomberg, depois de chamar o republicano de "homem bom e decente", e elogiar seu passado como executivo.

O prefeito de Nova York, no entanto, critica o republicano por ter revisto suas posições políticas.

Ele "até está atacando o modelo de sistema de saúde que transformou em lei no Massachusetts (Estado governado por Romney a partir de 2003)", diz Bloomberg.

Como o título do artigo sugere, o prefeito de Nova York julga que o atual presidente aparenta ser o mais qualificado para lidar com o problema do aquecimento global.

"Muitos veem a mudança do clima como um problema urgente, que ameaça nosso planeta; outros não. Eu quero que o nosso presidente coloque evidências científicas e a gestão de riscos acima da política eleitoral", escreve.

Romney diz que o atual presidente se mostrou um "solucionador de problemas pragmático e um construtor de consensos" durante sua gestão.

O artigo sugere que foi essa hipotética característica de Obama que pesou na decisão de Bloomberg.

Ao comentar sobre os problemas econômicos -que ocupam relativamente pouco espaço no texto- o prefeito afirma que nenhum dos candidatos detalhou como pretende retomar o crescimento e ao mesmo tempo, reequilibrar o orçamento público.

"Mas, no fim, o que interessa não é o feito de qualquer proposta em particular; é o trabalho que deve ser feito para unir os membros do Congresso de forma a atingir soluções bipartidárias", conclui.
 

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