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Bens de apresentador da BBC acusado de pedofilia são congelados

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 1 de novembro (Folhapress) - Os bens do apresentador infantil da BBC, Jimmy Savile, recentemente acusado de ter cometido diversos abusos sexuais ao longo de sua carreira, foram congelados pelo fundo que os administra. Eles são avaliados em US$ 6,9 milhões (R$ 14 milhões).

O congelamento ocorreu devido à polêmica envolvendo as acusações de que, ao passo em que era um dos apresentadores mais populares do Reino Unido, Savile abusava sexualmente de crianças e adolescentes. O anúncio foi feito pelo fundo administrador dos bens, o banco NatWest, por um comunicado emitido hoje.

O banco vinha distribuindo gradualmente os bens de Savile, morto no final de 2011. De acordo com o jornal britânico "Financial Times", seu testamento foi escrito em 2006 e divide seus bens entre 26 beneficiários diferentes.

O jornal diz ter obtido uma cópia do documento. Nele, as instruções são de que US$ 32 mil (R$ 65 mil) fossem divididos entre 20 amigos, familiares e vizinhos de Savile, e outros US$ 969 mil (R$ 1,9 milhão) fossem colocados numa poupança, para que os lucros gerados pudessem ser divididos entre oito pessoas.

O restante deveria ser administrado pelo NatWest em nome de um fundo de caridade.

De acordo com o "Financial Times", a maioria dos beneficiários são empregados do hospital Broadmoor e de uma enfermaria em Leeds, onde se suspeita que Savile tenha abusado de algumas das vítimas.

Os bens do apresentador já haviam sido congelados em julho, depois que uma mulher disse ser filha de Savile, não reconhecida por ele em vida.

Investigações

A polícia britânica investiga cerca de 300 acusações de diferentes vítimas, todas supostamente abusadas pelo apresentador ao longo de uma carreira televisiva de 40 anos. Os policiais perseguem inúmeras linhas de inquérito.

A BBC também está sob pressão da opinião pública, já que o telejornal "Newsnight", um dos mais famosos da emissora, abandonou uma grande reportagem que estava preparando sobre as acusações contra Savile. O programa iria ao ar no final do ano passado, pouco após sua morte. O editor responsável pela decisão já foi afastado.
 

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