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Eleições-EUA - (Atualizada)

Da Redação ·

Liguem pra mim, diz Obama a governadores afetados pelo Sandy SÃO PAULO, SP, 30 de outubro (Folhapress) - O presidente Barack Obama disse hoje que governadores de Estados afetados pela passagem do ciclone pós-tropical Sandy pelos EUA podem ligar para ele diretamente caso recebam um "não" de alguma entidade federal durante o esforço de apoio às vítimas. "Telefonem para mim pessoalmente, na Casa Branca." Para o presidente, não pode haver "limite nem burocracia" neste momento, disse, durante discurso na sede da Cruz Vermelha nos EUA. "Não há desculpa para inação. Faremos todo o possível, o quanto antes", disse, citando o Estado de Nova Jersey -onde 89% da população está sem abastecimento de energia elétrica- e o sul da ilha de Manhattan, em Nova York, como duas das regiões mais afetadas. Obama estimulou o governo e a sociedade civil a pensar criativamente, empregando, por exemplo, equipamentos militares para bombear água para fora dos túneis do metrô de Nova York. Ele parabenizou os trabalhos de socorro durante a madrugada, em especial as equipes de um hospital de Nova York que precisou ser esvaziado às pressas. "Na escuridão da tempestade, vimos o que há de mais brilhante nos EUA." O democrata, que concorre à reeleição contra o republicano Mitt Romney no próximo dia 6, cancelou todos os seus eventos de campanha agendados para esta amanhã. Ele viajaria ao Estado de Ohio, onde a disputa contra Romney está apertada. Será o terceiro dia consecutivo em que o presidente cancela compromissos de campanha para se dedicar ao socorro às vítimas do Sandy no país. Romney retomará amanhã a sua campanha, com três eventos no Estado da Flórida. Romney percorrerá o Estado de norte a sul, passando pelas cidades de Tampa, Coral Gables e Jacksonville ao lado do governador Jeb Bush, irmão do ex-presidente George W. Bush (2001-2009). Hoje, ele transformou um outro comício, na cidade de Kettering (Ohio), em um evento de arrecadação de alimentos. Durante o ato, o candidato seguiu aceitando doações dos presentes e ignorou as reiteradas perguntas da imprensa sobre sua opinião em relação à agência federal encarregada das situações de crise (FEMA), da qual queria reduzir o orçamento em 2011.  

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