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Da Redação ·

Prefeito de Nova York pede que cidadãos fiquem em casa




SÃO PAULO, SP, 29 de outubro (Folhapress) - O prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, reforçou hoje a orientação para que os milhões de moradores da cidade permaneçam em casa na medida do possível, por causa dos temporais provocados pela passagem do furacão Sandy.

Ele defendeu, em entrevista a jornalistas, a decisão de, a despeito da instrução, ter ordenado aos servidores que fossem trabalhar. "Estamos aqui para servir a população." Ele disse que os trabalhadores poderiam ser dispensados e que sabia que voltar para casa seria difícil. "Nem sempre a vida é fácil."

Ele recomendou que os moradores fiquem em casa -e repetiu o alerta em espanhol, dada a grande parcela da população da cidade de origem latina.

Bloomberg disse esperar que as primeiras grandes inundações acontecem por volta das 20h de hoje (22h de Brasília).

Nova York amanheceu praticamente paralisada. O imenso sistema de transporte público -que serve mais de 10 milhões de pessoas todo dia- está fechado desde a noite de domingo. Moradores foram às compras em busca de alimentos e suprimentos para estocar. O medo de que falte energia levou o governo a deslocar cerca de 1.100 soldados da Guarda Nacional para lá.

A Bolsa de Nova York está excepcionalmente fechada pela primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Ela deve permanecer fechada na terça-feira, segundo a operadora NYSE Euronext, que promete manter as operações eletrônicas.

Cerca de 375 mil foram tiradas de áreas costeiras, principalmente em Coney Island, Red Hook, Rockaway Beach e Staten Island, e levadas a mais de 70 abrigos que foram improvisados em escolas públicas. Os shows musicais da Broadway foram cancelados no domingo e nesta segunda-feira. Parques e praias estão fechados para o público.

Além disso, por volta de 7.400 voos domésticos e internacionais foram cancelados no domingo e nesta segunda-feira, principalmente nos aeroportos de Nova York, Washington e Filadélfia. O problema gera reflexos nos aeroportos brasileiros.

Sandy

Meteorologistas afirmam que o Sandy pode ser o mais forte furacão a alcançar o solo americano na história. Na tarde desta segunda-feira, ele era considerado categoria 1 na escala Saffir-Simpson, pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) e tinha ventos a 150 km/h.

A previsão era a de que o fenômeno tocaria o solo no sul do litoral de Nova Jersey ainda nesta tarde ou nesta noite.

Antes de chegar aos EUA, ele passou pelo Caribe, onde provocou 66 mortes no Haiti, Cuba, República Dominicana, Jamaica e Bahamas.

Chamado de "Superstorm", "Monsterstorm" ou "Frankenstorm", em referência ao Halloween na quarta-feira, Sandy deve ganhar força ao se encontrar com uma frente fria vinda do Canadá, de acordo com as previsões do serviço de meteorologia.
 

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