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Carro-bomba e ataques aéreos marcam novo dia de confrontos

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 29 de outubro (Folhapress) - A violência na Síria continuou hoje com ao menos dez mortos em um ataque com um carro-bomba em Damasco, e ao menos três mortos em ataques aéreos registrados próximos à capital, numa das mais violentas ações do regime até o momento. De acordo com a televisão estatal da Síria, um carro-bomba matou pelo menos dez pessoas em Jaramana, distrito do sudeste de Damasco. Entre os mortos, estavam mulheres e crianças. O ataque foi considerado "terrorismo" pela emissora. O distrito é controlado pelas forças leais ao ditador Bashar Assad. Por parte do regime, uma série de ataques aéreos foi perpetrada em cidades próximas a Damasco nesta segunda-feira. Para o Observatório Sírio de Direitos Humanos, é o maior ataque já realizado por aviões militares desde o início do conflito. "Aconteceram 34 incursões em três horas nesta manhã no país. Esta é a utilização mais violenta dos caças desde que a aviação entrou em ação", disse a organização em comunicado. Segundo uma rede de televisão opositora, aviões militares do regime atacaram as cidades de Arbin e Zamalka, nos arredores da capital. Em Harasta, uma área rural onde ocorrem conflitos terrestres, aeronaves controladas pelo Exército bombardearam fazendas. Segundo o Observatório, três civis morreram em Duma, outra cidade que foi alvo das aeronaves. Ainda não há uma estimativa do total de mortos nos outros ataques. Os bombardeios foram intensos durante duas horas e abalaram os vidros dos apartamentos do centro da capital síria. Turquia A artilharia turca respondeu hoje à queda de um morteiro disparado a partir da Síria em seu território, que não provocou vítimas, informou a agência de notícias estatal da Turquia. O morteiro sírio caiu perto da região turca de Besaslan, no sul da província de Hatay, próxima à fronteira. Perto dali, na cidade síria de Haram, o Exército do ditador Bashar Assad luta contra um grupo de rebeldes. A Turquia responde sistematicamente toda vez que seu território é atingido por morteiros da Síria, após a morte de cinco turcos em 3 de outubro. Trégua sem sucesso Os confrontos ocorridos hoje se somam a uma série de enfrentamentos durante um período em que se esperava um cessar-fogo dos dois lados. A trégua foi proposta pelo enviado da Organização das Nações Unidas ao país, Lakhdar Brahimi. Ele admitiu hoje que o cessar-fogo que propôs fracassou. A ideia de Brahimi era aproveitar o feriado muçulmano de Eid al Adha, um dos mais importantes do islamismo, para dar início às negociações de um processo de paz. O conflito na Síria, no qual rebeldes tentam remover o ditador Bashar Assad do poder, já dura 19 meses. Cerca de 30 mil pessoas morreram até o momento.  

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